Novela das 6 merece crédito

Novela das 6 merece crédito

Cristina Padiglione

16 de outubro de 2009 | 19h23

“Cama de Gato” estreou há quase duas semanas e eu nada disse a respeito. Mas sabe que a novela de Duca Rachid e Thelma Guedes é bem boa? O roteiro do sujeito que subiu na vida e foi equivocadamente tomado pela empáfia, tendo sido jogado numa cama de gato de brincadeirinha pelo melhor amigo e enfim dado como morto, ufa, é altamente folhetinesco.
Tudo funciona.
Com conflitos de sobra, todos cabíveis, desde o primeiro capítulo, o texto é ótimo e a história retém a tensão da audiência _ vide os números do Ibope: “Cama de Gato” estreou com 30 pontos, excelente patamar para o horário, e, na contramão dos segundos capítulos, que sofrem queda pela chamada ressaca de estreia, ganhou mais um ponto no dia seguinte.
A escalação do elenco tem química rara, com Marcos Palmeira como herói, Paola Oliveira como vilã, Zé Bob, ops, desculpe, Carmo Dalla Vecchia no papel do melhor amigo, e Camila Pitanga como mocinha.

A direção de Ricardo Waddington é bem competente, o que, em novela, significa crer que o diretor se escondeu atrás do poste: tudo tem um andamento tão naturalista que você se esquece de que, para chegar a tal resultado, aquilo foi milimetricamente dirigido por alguém. É o que aproxima a cena da novela da imagem de vida real, onde, afinal, o espectador assiste ao que se passa debaixo do seu nariz sem que ninguém precise dirigir seu olhar.

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