MTV Brasil mapeia os hábitos de sua platéia. Pela quarta vez

Cristina Padiglione

10 de setembro de 2008 | 21h47

Ecos do 4º Dossiê Universo Jovem, obra da MTV Brasil para mapear hábitos de consumo e, no específico caso da vez, os níveis de consciência dessa geração entre 12 e 30 anos sobre uma tal de sustentabilidade.

Sustentabilidade? Que isso?
As respostas editadas no documentário de 50 minutos montado pela MTV para apresentar os resultados da pesquisa são as melhores. Aliás, ratifico aqui minha torcida para que a emissora leve o filme ao ar. É muito bom, os personagens são ótimos, a edição é primorosa.

Mas vamos aos pecentuais extraídos do Dossiê, obra do DataFolha com 2.579 entrevistados em Belo Horizonte, Manaus, Brasília, Porto Alegre, Salvador, São Paulo, Ribeirão Preto, Rio e Recife, entre as classes A, B e C.

* 61% dos jovens acima de 15 anos já experimentaram algum tipo de droga. Em Porto Alegre, esse índice vai a 80%. Por drogas, entenda-se álcool (50% já provaram), cigarro lícito (31%), cigarro de maconha (20% no geral e 28% em Ribeirão Preto), cocaína (7% na média nacional, mas 12% em Ribeirão), lança-perfume (5% na média, e 13% em Recife), ecstasy (3%), crack (2%). Só 1% diz já ter provado cola, chás (cogumelos, lírio, papoula) e LSD.

* 39% dizem nunca ter provado nadica de nada, na média nacional, e, surpresa, esse índice é ainda maior no Rio, com 51%.

* Vaidade, consumismo e acomodação continuam sendo os principais atributos que os jovens usam para descrever sua geração, assim como no Dossiê de três anos atrás.
* 58% concordam que pessoas bonitas têm mais chances na vida

* De 2005 a 2008, o índice de jovens que acessa a internet cresceu de 66% para 86%.
* TV e rádio, apesar disso, continuam a ser os meios com maior penetração entre jovens: 98%
* A música é o principal assunto do dia-a-dia nas conversas, com 37%; Depois, empatando em 26%, estão esportes e carreira.

* Violência continua a ser o maior temor desse time (43%), seguido de desemprego (39%) e drogas (32%).

* Quanto ao tema sustentabilidade, a conclusão distinguiu 5 grupos diferentes. É verdade que os chamados “eco-alienados” somam “só” 16%, mas os “comprometidos” com a causa são só 17%. Intuitivos (na linha “gostaria de saber mais para fazer mais”) são 21%. Há ainda 20% de refratários, do tipo “não me importo, não me esforço”. E os teóricos (“consciente, mas não faço tudo que devo”) são 26%.

* Sustentabilidade? 43% dos entrevistados simplesmente não sabem que negócio é esse.

* E haja conservadorismo:
93% não acham normal ter um relacionamento com pessoas casadas ou comprometidas;
88% discordam que a melhor coisa da vida seja beijar muitas pessoas na mesma balada
78% valorizam a fidelidade
58% sonham com relacionamento estável

+
79% dos entrevistados são solteiros
97% moram com a família.
84% dos jovens da amostra cursaram a maior parte dos estudos em escola pública.
Entre os entrevistados da classe A, 69% freqüentaram a escola particular.

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