“Mothern” cresce e aparece

Cristina Padiglione

31 de outubro de 2008 | 19h46

Está no ar desde ontem, via GNT, e com um sem número de reprises até o próximo capítulo inédito (quinta-feira, às 23h30), a terceira temporada da série “Mothern”.

As crianças cresceram e o programa, idem. Antes de entrar nos méritos dos conflitos que nos aguardam, atenção: a nova safra de “Mother + Modern” denuncia na tela que os negócios vão bem. A ver: blog que virou livro, que virou série de TV e logo teve seu potencial escancarado às oportunidades publicitárias, “Mothern” é, dentro da grade da TV Globo Internacional, um dos raros produtos que não são fabricados dentro do Projac.
Vai ver é justamente esse um dos trunfos do programa, obra da produtora Mixer. A série foi indicada ao International Emmy Awards de 2007 e foi o único programa brasileiro selecionado para o International Public Television (Input) no mesmo ano.

A autoconfiança está na cara. Quase tosca na temporada inicial, a finalização estética alcançada agora, da concepção de cenários,
figurinos, iluminação e texto a um elenco que deu liga, é coisa de dar
orgulho a qualquer mãe. Até filmando em High Definition (HD) os caras estão.
Também isso não é caixinha parida em ritmo de fast food. Fique sabendo que o roteirista Rodrigo Castilho acompanha quinzenalmente, quase pelo ano todo, reuniões com as mais variadas representantes da espécie, mães ditas modernas, divididas entre o apego à cria, o romance e a profissão. São dessas rodas que saem os temas depois abordados na suposta ficção da série.
Com 13 episódios, a terceira temporada vem calçada pelo patrocínio de Banco Real e O Boticário. O quarteto central, com Fernanda D’Umbra (Mariana), Juliana Araripe (Beatriz), Melissa Vettore (Luiza) e Camila Raffanti (Raquel) mantém pé na narrativa em primeira pessoa, ao modo Carrie/Sex And The City.

Só tem uma cousa: as espécies masculinas retratadas na série continuam a apresentar tolerância bem superior à ogromédia dos exemplares da vida real, mas a diversão está em apontar ao sujeito do sofá onde ele pode vir a imitar o cara da TV. Quem sabe não rola uma química?

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