Mitos e verdades sobre a TV digital, por Boni

Cristina Padiglione

04 de outubro de 2006 | 15h28

Notícia da Tela Viva online:

Para Boni, interatividade e multicast são complicados.

Na abertura dos seminários do Maxi Mídia 2006, em São Paulo, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, fez uma palestra mostrando ao mercado publicitário o que se espera da TV aberta brasileira a partir da sua digitalização.
Boni defendeu o padrão adotado pelo País, ressalvando que se trata de uma novidade no mercado mundial, pois alia o padrão digital japonês de modulação à adoção da compressão MPEG4.

“Na verdade, o Brasil tem um padrão que ainda não existe, precisa de desenvolvimento”, explicou. Para ele, o que interessa é o modelo de negócios que vai sustentar tamanho investimento. Segundo o executivo, os investimentos das geradoras para a adoção do novo padrão vão de US$ 4 milhões a US$ 6 milhões, sendo que cada repetidora terá de gastar mais U$ 1 milhão ou US$ 1,5 milhão – e são milhares delas. “Estamos falando de bilhões no total”.
Pelo lado do usuário, ele ressaltou o investimento tanto no set-top quanto no aparelho de TV (com a tela em proporção 16:9). Do ponto de vista do conteúdo, Boni diz que os custos de produção só tendem a aumentar, dadas a maior qualidade necessária à imagem, som, cenografia etc. Ele acredita que a tendência de todas as emissoras, assim como a Globo, será adotar o simulcast (transmissão do mesmo conteúdo no canal digital e analógico em toda a fase de transição) em vez do multicast de canais (são quatro canais possíveis dentro da faixa de 6 MHz ou um canal em HD). Boni observou o alto custo das produções em alta-definição.
(…)
Tratando também de desmistificar o lugar-comum que se tornou falar da interatividade que a TV digital proporcionará, Boni afirmou: “TV digital não oferece interatividade; ela só recebe TV, não é capaz de transmitir televisão e, portanto, como canal de retorno, terá de usar o telefone fixo, móvel ou a web”.

Peça fundamental na hegemonia alcançada pela Globo, o ex-executivo da emissora dos Marinho dedica-se, há dois anos, à sua rede de TV, a Vanguarda, na região de S. José dos Campos e Taubaté.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.