Malas de dinheiro pra lá e pra cá

Cristina Padiglione

01 de setembro de 2006 | 01h28

O cineasta Fernando Meirelles conta que trabalhou por três vezes em campanha política, há long long time ago: a primeira vez foi para o PT, a segunda, para o PSDB, e a terceira e derradeira, para o PMDB no Paraná, para um candidato ao senado (e que efetivamente hoje exerce o cargo).
_ E eram malas e malas de dinheiro, pra lá e pra cá, um negócio de dinheiro não contabilizado… E era bem um desses que (durante a CPI do mensalão) se mostrava mais indignado com isso (malas de dinheiro).
_ É um que usa peruca?, perguntou-lhe Marcelo Tas.
_ É, riu Meirelles.

Dali em diante, contou o diretor, nada mais de campanhas eleitorais. Ainda bem. A dedicação a outros rumos nos brindou com “Cidade de Deus” e “O Jardineiro Fiel”, só para citar os mais conhecidos de seus trabalhos.

A revelação aí mencionada foi feita agora há pouco, durante o debate que inaugurou o gênero nas seções de quinta-feira do espetáculo “A História do Brasil Segundo Ernesto Varela _ Como Chegamos Aqui?”, que Tas apresenta no Tucarena. Tas era Varela e Meirelles, um dos “intérpretes” do Valdeci, câmera que acompanhava o repórter-personagem.

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