Limite no limite

Cristina Padiglione

10 de agosto de 2009 | 19h49

A vitória d'”A Fazenda” sobre “No Limite”, ontem, no Ibope em São Paulo, vale como forte indício para a Globo arquivar de vez o reality show genérico de “Survivor”, coisa que funciona muito bem nos EUA, mas não mais aqui.
A ressurreição de “No Limite” foi decisão planejada em curto prazo, como quem não tinha ideia melhor para tentar frear o reality show da Record. Era sabido que aquela “Fazenda” poderia vingar no ibope porque o princípio é o mesmo de um “Big Brother”: o confinamento de um grupo de pessoas de personalidades bem distintas e as faíscas produzidas a partir da convivência entre elas. É uma equação mais forte, como chamariz de audiência, do que mostrar gente lutando para sobreviver longe de um teto confortável.

Aos números, para quem ainda não conferiu: a 10ª eliminação de “A Fazenda” bateu “No Limite” por 21 pontos a 13, entre 23h10 e 0h14 na Grande São Paulo. É uma distância considerável de 448 mil domicílios de vantagem para a Record. Cada ponto nessa região equivale a 56 mil domicílios com TV.

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