João Emanuel Carneiro fala pela primeira vez da próxima novela das 9

João Emanuel Carneiro fala pela primeira vez da próxima novela das 9

Cristina Padiglione

28 Julho 2015 | 09h40

A Regra do Jogo

Foi numa tarde cinzenta que João Emanuel Carneiro, o pai de Carminha, conversou comigo, à beira da piscina do Copacabana Palace, agora sobre seu novo protagonista, Romero Rômulo (foto acima, de Tata Barreto/Globo)), o ex-vereador vivido por Alexandre Nero na próxima novela das 9 da Globo.

“Olha isso aqui, somos gringos”, diz ele sobre a ideia, equivocada, de que aquele cartão postal à nossa volta representa o País.

Autor de Avenida Brasil, João Emanuel Carneiro volta á faixa nobre após três anos, agora com A Regra do Jogo. Com enredo disposto a questionar os limites entre o bem e o mal, o tolerável ou não, o julgamento sobre quem vai para o inferno e quem não vai, a substituta de Babilônia chega em 31 de agosto, empacotada na alta expectativa gerada pelo fenômeno que foi Avenida Brasil, mas também pela torcida por dias mais felizes na faixa horária, após sucessivas tentativas malsucedidas de “consertar” o roteiro que está no ar.

Outro dia, no mercado, João foi abordado pela caixa: “você não é aquele cara que vai escrever a próxima novela?”, pergunta a moça. “Sou”, responde. E ela: “Que responsabilidade, hein?”, conclui ela, para espanto do autor, que, a despeito de tantas expectativas em torno de seu nome, consegue achar graça na cena.

A seguir, um apanhado de cada assunto conversado entre nós.

Subúrbio (Divino/Avenida Brasil) e Zona Sul carioca X Favela (Morro da Macaca) Morro e Zona Sul Carioca

“Essa novela é favela e asfalto. Subúrbio é uma outra coisa. Favela e asfalto tem outro tom, é uma outra história. É um pouco a favela que deu certo, um pouco inspirado no Vidigal, que eu fiz esse Morro da Macaca (um dos núcleos de A Regra do Jogo) , como foi o Divino, mas é diferente, é sobre a interseção do Rio de Janeiro. Por exemplo: tem um casal de classe média que resolve que não consegue mais pagar IPTU, nem taxas condominiais nem reforma da portaria nem IPVAS do carro, que é da zona sul e que vai morar na favela. Aqui acontece muito. Tem muita gente de classe média que vai morar na favela. Conheço muitos artistas que vão morar na favela. Atores, músicos, mas também pessoas de classe média tipo médicos, porque é muito mais barato. Tem colegas meus de colégios que foram morar na favela. Na novela, ele é um designer gráfico casado com uma arquiteta, o Bruno Mazzeo e a Monique Alfradique, pra viver uma vida louca, beber, cair na farra, tem tempo pra se divertir, que eles não tinham no apartamentinho que alugavam. Esse casal é até um pouco o paradigma da história, é sobre isso, um pouco, a novela, sobre esse momento que  agente tá vivendo, que é um pouco curioso, a favela se aproximou muito da zona sul.”

“O subúrbio era diferente, o subúrbio estava lá e nós aqui, não tem essa mistura que tem no Vidigal.”

“São Paulo é totalmente diferente. Aqui é muito diferente. Por exemplo, noite: noite eu vou muito ali no alto do Vidigal, no Arvrão, que é um lugar inspirador pra novela, uma boate maravilhosa. No Vidigal sobe tranquilo. É uma favela modelo, o barraco custa 400 mil reais, uma alvenaria mínima, um banheiro e uma salinha, eu acho caríssimo. Mas a Madonna comprou um barraco lá, tem dois hostels e duas boates, no topo do Vidigal, é superdivertido , uma noite fantástica e todo mundo da zona sul vai lá, virou um point da noite, sofisticado, (essa mistura) é até um pouco promíscua, tem uma promiscuidade ali, complicada, a novela é muito sobre promiscuidade também.”

Livre Arbítrio: qual é ‘A Regra do jogo’?

“A Regra do Jogo é qual o limite de cada um arbitrar o que seria intolerável, o que seria imoral, o que seria mau caratismo e como é no Rio de Janeiro, onde o conceito de psicopatia é bem fluído, digamos assim, o que é tolerável, o que não é, quem é que vai ser condenado, quem vai pro inferno ou pro paraíso? Tem um lado um pouco Você Decide nessa novela. O espectador vai arbitrar um pouco se essa pessoa merece uma chance ou vai pro inferno.”

‘Escrevo para mim’

Avenida Brasil acho que chegou a ter (grupo de discussão, pesquisa que  a Globo aplica às suas novelas), mas eu nem fui. Na verdade, eu faço a novela muito pra mim. Eu sou o primeiro espectador. Eu nunca penso que estou fazendo a novela pra agradar alguém. A novela é pra me agradar. É claro que tem que ter um bom senso também. Eu não posso fazer uma história de freiras lésbicas assassinas pra família brasileira, algum bom senso tem que ter, alguma autocensura, é uma coisa difícil também.”

“É preciso contrariar o espectador”

“É um jogo, é uma corda que você tem que puxar e esticar, mas eu acho justamente que é preciso contrariar as pessoas o tempo todo, numa certa medida. A Favorita (novela de 2008 em que a aparente vítima, Flora/Patrícia Pillar, se revelava a assassina, e Donatela/Cláudia Raia, arcava com a acusação injusta)  foi isso. Eu me lembro que quando eu revelei que Flora era a assassina, recebi ameaças de morte. Tem uma mulher que declarou que ficou dois dias deitada na cama olhando o teto, que ela ficou péssima, as pessoas não achavam que fosse possível fazer isso, é impensável. Na Favorita era muito claro que havia uma boa e uma má. Aqui é justamente 50 Tons de cinza. É justamente: como condenar? quem ainda é passível de salvação e quem não é? Quem vai direto pro inferno?”

Alexandre Nero, o vereador

“Ele é o protagonista. Ele vai ser julgado nas balanças, todas. A história da novela é um pouco a história dele e justamente ele poder pender pra um lado ou pro outro, na balança. Ele pode ir pro bem ou pro mal. Vocês verão, quem viver verá. A novela é sobre isso.”

A arte de se reinventar

“Na televisão, você não pode jamais se repetir. Se você acha que encontrou uma fórmula, você não encontrou. Cada novela nova é um desafio. O desafio dessa história é falar sobre o livre arbítrio. Porque senão você tem que achar um brinquedo novo pra você, que você vai ficar brincando por dois anos e meio. Fico dois anos e meio fazendo uma novela. Se não tem um desafio, pra mim, não tem uma novidade, é um saco. Eu acho que o erro perigoso de quem escreve televisão, e eu me policio pra não cair nisso, é achar que você descobriu uma fórmula, que você tem cancha, que você tem métier.

‘Televisão não é feita por gente fina’

(Sobre matéria da Folha de S.Paulo, na época de Avenida Brasil, em que outros autores de novelas da Globo, colegas seus de ofício, desdenhavam do caráter inovador apontado naquela heroína de Débora Falabella, uma mocinha disposta a partir para a batalha, com as mesmas armas do vilão)
“Nossa, achei tão deselegante, aquilo, eles poderiam ficar calados. Televisão não é coisa muito fina, em geral, não é feito por gente fina. Agora (que está nela) fico menos fino (risos)

Caçula na faixa das 21h

“Todos que escrevem pras 9 horas são pessoas muito talentosas, cada um a sua maneira. Estão experimentando muitos novos autores pra novos horários, alguns eu gosto, outros não, mas a TV Globo está arriscando e está fazendo bem isso, são várias novelas das seis e das sete. A minha chegada (ao time de autores da Globo) foi bem mais atípica. (Com o crédito de quem escreveu o premiado filme ‘Central do Brasil’), cheguei sozinho. Fiz colaboração na Muralha (de Maria Adelaide Amaral), depois eu pensei: ou faço uma novela minha ou não faço nada na TV Globo, porque eu não ia ser colaborador. Aí veio Da Cor do Pecado, deu muito certo, aquela novela, sucesso estrondoso.Tenho 45, sou uma criança (sobre escrever para o horário das 21h, faixa em que ninguém mais jovem ocupava há mais de 20 anos). Se eu fosse um atleta, eu seria um velho, mas pra escrever novela das 9, tô ótimo (risos).”

Quando a tentativa de conserto vira erro

“Não tô cedendo, nessa novela. Tô fazendo a história que eu queria fazer. Não houve nenhuma ingerência da TV Globo sobre nada dessa novela e eu acho que esse é o grande perigo, é o canto da sereia: achar que vai fazer alguma coisa pra agradar alguém que não é você.” Como acontece agora na novela das 9, interrompo, ao que ele segue no mesmo ritmo da frase anterior – “Isso é uma coisa muito delicada: quem é esse alguém que não é você? Acho que você tende sempre  a errar, é muito complicado isso. Acho que a TV Globo acertou historicamente porque ela foi ousada, ainda mais no passado, teve muita ousadia, ela estava à frente do seu tempo, com Roque Santeiro, com Vale Tudo, com novelas incríveis que desafiaram as pessoas. Se a gente inverter esse passo, tentar fazer alguma coisa imaginando quem é esse espectador ou espectadora, isso não vai dar certo.”

E se tivesse que ceder às vontades do espectador ou do Ministério da Justiça? “Eu não saberia”

“Eu não saberia fazer isso. Todas as histórias já foram contadas no mundo, a maneira de contá-las é que é nova. Uma boa história o público sempre vai querer, vai gostar e vai aceitar. Acho que nenhum escritor pode ter medo do conflito, de temas fortes, de tintas fortes, que é isso que faz a dramaturgia. Então, tirar essas coisas de  uma história que eventualmente não deu certo é acabar de matar a história. Tanto é que tem uma novela das 11 horas, do Walcry Carrasco (Verdades Secretas)  que tem prostituição, tem temas fortes e é um sucesso.”

Responsabilidade dramatúrgica

“Eu fui no mercado, cheguei no caixa e a mulher disse: ‘você que é aquele cara, né?, que escreve a novela?’ Falei: ‘Sou’. ‘Vai entrar agora, depois dessa, né?’ Falei: ‘É’. E ela: ‘Que responsabilidade, hein?’ Que pesadelo de Woody Allen, ‘responsabilidade’… (risos)”

Ave, Carminha!

“Quando você escreve uma coisa, você tem que acreditar, mesmo que seja mentira, que aquilo é a melhor coisa do mundo, que vai mudar o mundo. Se você não acredita, vivendo daquela história por dois anos, não funciona. Eu sempre acho as minhas histórias maravilhosas, tem que achar mesmo, senão não faço. Mas se vai ser um fenômeno ou não, só o Altíssimo é que pode me dizer.”
“A
cho que a Carminha, que a Adriana Esteves fez magistralmente, essas figuras das novelas, os vilões, os sujos, os errados, as bruxas, quando todo mundo veste aquela roupa que tá pode ver e tolerar esse lado gauche que cada um tem, e exercitar isso, exorcizar isso naquela figura, nessa palhaça, nessa bruxa, nessa vilã, você entra numa sintonia muito louca com as pessoas, quase psicanalítica catártica, que foi o que aconteceu com a Carminha em especial ali. Isso eu observei muito: tinham pessoas que odiavam, que amavam, que diziam que eram iguais, pessoas que se fantasiavam de Carminha, pessoas que davam festas vestidas de personagens da novela, então a novela entrou no inconsciente das pessoas. Acho que fenômeno é isso, quando entra no inconsciente.”

Susana Vieira sobe o morro e Tony Tamos parece, e só parece, bandido

“Ela é uma atriz incrível e tem disposição incrível. (Em ‘A Regra do Jogo’) Tony não é bandido, mas é acusado de. O Tony Ramos e ela são pobres. Ela, na verdade, é uma favelada rica, é uma ex-prostituta que juntou muito dinheiro, comprou muitos barracos e é uma rica da favela, fez muito programa pra comprar os barracos. É a primeira vez que eu trabalho com ela e ela é um ente da televisão.”

Parceria com Amora Mautner e uma ‘sujeira’ bem-vinda

“Tudo o que tem no roteiro, no capítulo, eles (os atores) falam. Se vão falar ’eu vou tomar um suco de tomate’, ou ‘tô a fim de tomar um suco de tomate’, ‘vou ali tomar um suco de tomate’, tanto faz. E isso ajuda muito os atores, porque eles ficam donos das falas, sem se preocupar com os penduricalhos da escrita. Eu me identifico muito com a Amora, nesse ponto, porque ela gosta de coloquialismo, gosta de verdade na cena, a sujeira é bem-vinda, esteticamente a gente tem essa visão muito parecida do audiovisual. Não gosto de nada que engessa, que teatraliza, formaliza, nada muito formal.”

Giovanna Antonelli, a vilã

“Giovanna é uma super estelionatária, a Atena, e a gente vai saber que ela é aquilo mesmo”.

A Regra do Jogo

‘Eles falam no meu ouvido’

“Quando termina a novela, é estranho, parece que foram todos embora da sala, é esquisitíssimo, uma família que se despede, porque eles falam um pouco no seu ouvido, um pouco não, bastante, de repente eles param de falar. Naturalmente você escuta vozes, o dia inteiro você escuta aquilo, eles falarem, falarem, aí acaba… Sempre uma novela é filha da outra. Essa surgiu inclusive nessa coisa da Nina e da Carminha.”

Elite deixou de ser sexy

“Gente, olha o Brasil, o Brasil não é zona sul, precisa pegar um carro em São Paulo, Rio, isso aqui não é nada, nós somos gringos. Sobrevoa uma cidade brasileira, sobrevoa o Rio. O Rio é isso aqui e o mundo. (‘Avenida Brasil’ foi a primeira novela realista contemporânea a colocar o subúrbio em primeiro plano). Essa elite que era formadora de opinião, era sexy a elite das novelas, antigamente. Deixou de ser sexy, as pessoas não querem mais ver vida de grã-fino, ver coluna social, não interessa mais a ninguém. No século 21, as pessoas estão interessadas na vida delas. Ninguém quer mais saber da mademezinha, do coquetel. Essa nova classe C não é aspriacional, tem um lado muito mais pragmático. A antiga classe média é que tinha essa fantasia, essa vida dos ricos, esse glamour, a atual não tem nenhum. Você vê nas revistas de famosos, a casa de fulaninho, tem uma bancada de cozinha americana, como se fosse um glamour. Cada apartamentinho que eu vejo nas revistas, esse glamour não é pra gente.”

“Na novela, vai ter, por exemplo, o Merlô, que é o Juliano Cazarré, que namora uma que quer ser famosa, tá se lançando e vai inventar um casamento falso com ele, vai filmar a trepada, vai postar. É a Andressa (Taíssa Carvalho), ele é um pouco também (I wanna be famous), ele é um MC. Tem o Juliano Cazarré e tem o Juliano, personagem, que é o Cauã Reymond.”

Ninguém trabalha?

“No asfalto, os classes média são o Marcos Caruso, a família inteira dele, que é também uma observação muito minha do Rio. O Rio tem muita gente que você não sabe o que faz e como sobrevive, tem muito ator, artista plástico (risos), muita gente assim, não se sabe como comem, dormem e essa família é exatamente isso, do Feliciano Stuart, que é o Marcos Caruso, que é um cara que tinha dinheiro há 30 anos, ainda tem uma cobertura cheia de dívidas, caindo aos pedaços, onde moram ele, os filhos todos parasitados, a empregada que está há dez anos sem receber, que é quase dona, por direito e já não age mais como empregada, a Dinorah. Tem um filho que é personal trainner que tem só um cliente, casado com uma cabeleireira de outra classe social que veio morar ali também e fica traindo ela com uma favelada, que vem morar lá. A ex-mulher e a mulher moram lá. A ex fica esperando um dia vender aquilo pra sair com alguma coisa do casamento. A outra filha é lésbica, tatuadora, mas não tatua nada, todo mundo é vagabundo. Essas não fazem nada, nem são ricas. E tem os ricos também, como o José de Abreu.”

Menos de 40 personagens

“Tem uns 30 e poucos, cinco são motorista e empregada, e crianças. Eu sempre falo isso: tem que fazer a novela com o número de pessoas com quem eu consigo me relacionar numa semana. Jamais conseguiria me relacionar com 150 pessoas numa semana. 100 pessoas é muito pra uma semana.”

‘Rede social é manipulável; a rua, não’

“Quando eu faço a novela não quero saber nem de ler jornal, nem bom nem ruim, é muita interferência de fora. Uma coisa que não tá dando certo eu vejo no ar, converso na rua, eu falo muito com a rua. A rede social é muito manipulável, a rua não. Muita gente não conhece minha cara, adoro puxar papo sobre a novela. Adoro eu criticar minha própria novela, puxo um papo, eu malho junto, é maravilhoso. Ando muito na rua, vou comprar jornal na banca…”

A gente é produto do meio ambiente?

“Essa novela é exatamente sobre isso, eu acredito, ou um lado meio católico meu, sou semi-católico, acredita que existe livre arbítrio. Acredito que existe o bem e o mal e você pode se regenerar”

Acreita que Carminha se regenerou?

(longa pausa): “Acredito que sim. Demorei pra responder, né?”

Sugado pelo trabalho

“O problema da televisão é que você não tem tempo pra um processo artístico. Tem gente que faz um processo artístico em cima da hora, eu não sou assim, não acredito muito nisso. Dois anos antes da novela entrar no ar eu já trabalho muito. Eu tenho que viver dois anos intensamente disso, é muito longo, são oito meses, dois anos é o mínimo. Durante a novela, eu só me leio e me assisto por oito meses, sou autofagocitante, é o perigo da novela, vivo numa ilha. Assisto o capítulo antes de ir pro ar. (E já interferiu em alguma coisa de que não gostou?, pergunto) “Bastante”, ele responde. Assisto no ar, antes de ir pro ar, e só aí já são duas horas por dia, durmo oito horas, sobram 14 pra escrever.”

Sonha com os personagens?

“Sonho. E eu chamo muito os atores pelo nome dos personagens, eu chamava muito a Glória Menezes de Irene (A Favorita)”.

Referências literárias

“Tem muito de romance russo nessa coisa de você testar o limite, o caráter das pessoas, o que é  tolerável, o que não é, o quanto elas podem ser sujas, tanto nessa novela como na Avenida Brasil, muito romance russo, Nastássia Filippovna no Idiota (Dostoiévski). Tem essa ideia, você vai ver mais adiante, de um homem torto que se apaixona pela ideia de ser um santo, tem muito a ver com os (Irmãos) Karamasov (Dostoiévski). Tem muito a ver com a política, você se apaixona pela imagem que fazem de você, é um santo.”

(E quem é?, pergunto. “Não vou falar”, responde João. Acho que é o Nero… Silêncio, sorriso, e fim de papo)

Previsão de duração: 167 capítulos, ou até março de 2016

Elenco: Alexandre Nero (Romero Rômulo), Tony Ramos (Zé Maria), Susana Vieira (Adisabeba), Cauã Reymond (Juliano), Cássia Kis Magro (Djanira), Vanessa Giácomo (Tóia), Giovanna Antonelli (Atena), Marco Pigossi (Dante), Alexandra Richter (Dalila), Allan Souza Lima (Nenemzinho), Amauri Oliveira (Dênis), Barbara Paz (Nelita), Bruna Linzmeyer (Belisa), Bruno Mazzeo (Rui), Carla Cristina Cardoso (Dinorah), Cris Viana (Indira), Cristiane Amorim (Conceição), Danilo Santos Ferreira (Iraque), Deborah Evelyn (Kiki), Douglas Tavares (Abner), Du Moscovis (Orlando), Fabio Lago (Oziel), Felipe Roque (Kim), Fernanda Souza (Mel), Giovanna Lancellotti (Luana), Giselle Batista (Duda), Jackson Antunes (Tio), João Baldasserini (Victor), Johnny Massaro (Cesário), José de Abreu (Gibson), Julia Rabelo (Úrsula), Juliano Cazarré (Merlô), Karine Telles (Sumara), Letícia Colin (Paty), Letícia Lima (Alison), Maeve Jinkings (Domingas), Marcello Novaes (Vavá), Marcos Caruso (Feliciano), Monique Alfradique (Tina), Osvaldo Mil (Juca), Otávio Muller (Breno), Paula Burlamaqui (Sueli), Renata Sorrah (Nora), Ricardo Pereira (Faustini), Roberta Rodrigues (Ninfa), Suzana Pires (Janete), Thaissa Carvalho (Andressa Turbinada) e Tonico Pereira (Ascânio), entre outros.