Jô se emociona ao abrir último ano do programa

Jô se emociona ao abrir último ano do programa

Cristina Padiglione

28 de março de 2016 | 22h38

MarinaSilva

 

Com a voz ligeiramente rouca nos primeiros minutos de gravação da primeira edição do último ano do ‘programa do Jô’, o apresentador adentrou o estúdio da Globo em São Paulo admitindo estar emocionado.

“Estou emocionado, gente. Isso não acontece há tanto tempo!”, celebrou na abertura, antes de iniciar as entrevistas com Marina Silva e Ives Gandra Martins.

“Estou obviamente emocionado. Este é um programa que não existiria sem a plateia. Foi uma exigência que eu fiz, dois anos atrás, quando renovamos contrato, que a plateia fosse mantida. Eu disse; ‘podem tirar o que quiserem, mas a plateia é a alma do programa’, completou.

Na ocasião, a Globo lhe tirou um dos três blocos do programa reduzindo as edições diárias, e dois nomes do sexteto, que voltou a ser quarteto, como nos primórdios de seu talk show, no SBT. Se havia alguma ideia da direção da casa em cortar o auditório, como de fato se noticiou na época, o plano não foi adiante, por imposição do apresentador.

Jô faz as contas da casa: 33 anos de Globo, entre o período dos humorísticos, antes de ir para o SBT, e os 16 anos de talk show, desde a volta para a emissora, no ano de 2000.

“Sempre tive liberdade aqui, entrevistei quem eu quis. Quando entrevistei a Dilma, me chamaram de petista; quando entrevistei Fernando Henrique, virei PSDB. Então, eu sou coxista, mistura de coxinha com petista”, cravou.

“Sempre me perguntam o que tem nessa caneca. É líquido.”

E, ao contar seis prêmios Nobel ali entrevistados, mais um punhado de cerca de 14 mil entrevistas, disse que “o mais importante foi a descoberta de alguns artistas” feita pelo programa.

“Sempre me perguntam qual foi a melhor entrevista que eu já fiz. Eu sempre digo e continuarei dizendo: ‘a próxima’.”

A edição vai ao ar nesta segunda mesmo, dia 28.

 

FOTO: RAMON VASCONCELLOS/DIVULGAÇÃO

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