Polícia para quem precisa

Polícia para quem precisa

Cristina Padiglione

06 de abril de 2009 | 18h11

A Record tem se apressado em traçar paralelos entre o sucesso de sua série, “A Lei e o Crime”, e o lançamento de uma nova série, de cunho policial, na Globo. Tenta inverter as evidências de que imitou as estratégias do plim-plim em sua programação, para suspeitar de reflexo no espelho: seria ela a agora vítima de clonagem?

Alega a Record que o novo seriado policial da Globo, “Força-Tarefa”, foi produzido a toque de caixa, tendo aparecido na mídia apenas em janeiro, quando “A Lei e o Crime” já arrebatava audiência.

A Globo contra-argumenta que sua “Força Tarefa” é mais centrada na investigação do que na ação.

Não é bem o que tem defendido José Alvarenga, o diretor. Numa madrugada da semana passada, ele comandou longa sequência de tiroteios e perseguições no Aeroporto Santos Dumont. E as chamadas que estão no ar indicam pura ação, não há o que negar.

Há uma defesa para diagnosticar outra origem ao (de fato recentíssimo) projeto da Globo: seu embrião está em “Tropa de Elite”, o filme que fez fama de novela, com boas bilheterias, oficial e pirata, que, também não se pode negar, inspirou o elenco da própria “Lei e o Crime”.

Globo e Record queriam estender o enredo do Capitão Nascimento à TV por meio de seriado.
José Padilha, o diretor, flertou com as duas redes, até resolver que ele mesmo fará um “Tropa 2”. O feito atiçou na Globo a decisão de retomar o filão policial, perdido havia anos na teledramaturgia da casa, e de endossar, na Record, o nicho que tanto resultado obteve a novela “Vidas Opostas”.