Gracindo Júnior faz jus ao nome do pai: É tudo verdade

Cristina Padiglione

02 de abril de 2008 | 16h02

Documentário que faz bem à alma foi exibido ontem em Sampa dentro da programação do Festival É Tudo Verdade.

“Paulo Gracindo – O Bem-Amado” é retrato feito pelo herdeiro Gracindo Júnior, com montagem do neto Pedro Gracindo. A produção executiva é da neta Daniela Gracindo, que vem a ser filha de Débora Duarte e portanto também neta de Lima Duarte. Pois é Lima que surge no filme como ator preferido e grande amigo do homenageado. E os episódios mais divertidos sobre os dois, ali relatados, vão bem além da memorável dupla Odorico Paraguaçu-Zeca Diabo.

Cenas antológicas desse alagoano são bem costuradas a depoimentos de gente que já se foi, como Grande Otelo, Jorge Amado, Walter Avancini e Brandão Filho, o adorável Primo Pobre. Falam ainda Daniel Filho, José Wilker, Paulo José, Eva Wilma, Rogério Fróes e Max Nunes. Comove, sobretudo, ver Fernanda Montenegro recitar Drumond e falar de Paulo: os dois levaram “A Falecida”, de Nelson Rodrigues (direção de Leon Hirszman) ao cinema.

Na trilha sonora, também obra de Gracindo Júnior, o foco é “Naquela Mesa”, vista e ouvida em cena por Paulinho da Viola (que verso caberia melhor num filme com tais créditos do que aquele “mais do que seu filho eu virei seu fã?”).

Vi os 88 minutos do documentário com sorriso na cara. O filme é bom, a montagem idem, elenco e acervo ótimos, vá lá. Mas é a figura de Paulo Gracindo que arrebata a platéia.

Há previsão de entrar em cartaz em circuito comercial no fim do ano. Até lá, vale procurar em locadoras por “A Falecida” e rever seu Odorico ou o Primo Rico (eis um link abaixo) nos esquetes de youtube.

http://br.youtube.com/watch?v=pcg-z_OyUlU&feature=related

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