Globo se antecipa ao MJ e reclassifica ‘Passione’

Cristina Padiglione

10 de junho de 2010 | 16h19

Isso é o que se pode chamar de autoclassificação indicativa, como reza o combinado entre emissoras de TV e Ministério da Justiça: precavida, a Globo quer prezar o direito de autoclassificar suas produções e, longe de incomodar o MJ, já alterou de 10 para 12 anos a classificação indicativa de Passione. Com isso, a novela das 8, que começa às 9, não mais poderá ir ao ar antes das 20h, coisa que só acontece nos estados com fuso horário inferior ao de Brasília e só às quartas-feiras, dia em que o jogo de futebol da sequência força a exibição do capítulo mais cedo que o habitual.

Em comunicado à imprensa, a Globo alega que baseou a primeira classificação indicativa (para 10 anos) com base na sinopse. Fica entendido que “a gente não sabia que a novela teria esse conteúdo mais forte”.
Não que “Passione” mostre algo que a vida ainda não tenha escancarado nos telejornais, mas, para os parâmetros de ficção-família, a história de Silvio de Abreu não é nenhuma milonga água-com-açúcar. Tem a avó que explora a neta sexualmente, a mãe de família que caça rapazes por aí (se bem que nunca ninguém se chocou quando pai de família coleciona mocinhas ao longo da novela) e o marido dela, o furioso Werner Shünemann, que dispara uma lista de palavrões cada vez que surge em cena.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.