Globo Filmes produz Chico Xavier e Roque Santeiro

Cristina Padiglione

09 de abril de 2009 | 01h49

Não que uma coisa tenha a ver com a outra, convém logo esclarecer.

São duas produções distintas, as acima citadas: uma sobre a vida do líder espírita, outra sobre a obra de Dias Gomes, nascida como peça de teatro e transformada em novela de enorme sucesso pela TV Globo.

Ambas estão nos planos da Globo Filmes para este ano e, importante, seguem o método de produção que é concebida para o formato de longa-metragem, com condições de gerar um derivado em minissérie para a TV. Tudo a partir da mesma captação. Isso é o que já foi feito em “O Bem Amado”, filme recém realizado.

A produção de obras com duplo aproveitamento foi um dos feitos, e foram muitos, anunciados na manhã desta quarta-feira pela TV Globo, em sua sede paulista. Ali se reuniram todos os executivos da casa para falar de conteúdo e de tecnologia, o que implica largo avanço da emissora sobre os terrenos da TV móvel e da internet.

BRONZE MUNDIAL
Entre as metas da rede para médio prazo, e assim disse o diretor-geral Octávio Florisbal, está a proposta de se estabelecer entre as 3 maiores networks do mundo. Nas contas do chefão, a Globo ultrapassa as maiores do planeta em 9 de 12 quesitos avaliados para medir esse ranking. O tamanho da plateia, naturalmente, é um dos tópicos positivos. Entre os negativos, pesa o bolo publicitário: embora a Globo seja mais do que soberana na publicidade brasileira, seus números absolutos não são páreo para as migalhas abocanhadas pelas rede americanas de um orçamento infinitamente maior, fruto da distância que nos separa dos súditos de Obama em PIB.