Galisteu aproveita estreia para se defender

Galisteu aproveita estreia para se defender

Cristina Padiglione

20 de abril de 2009 | 15h36

Adriane Galisteu não se faz de rogada.
Sabe reverter qualquer situação a seu favor, e não vai aí nenhum defeito, ao contrário. Só quem pode bancar que tem razão é bem-sucedido nessa arte.

Assim, Galisteu estreou na Band na noite de sexta, linda e loura, pernas em evidência, penacho na cabeça e discurso na ponta da língua para falar sobre as tais passagens aéreas que ganhou do ex-namorado, quando namorado ele era, o deputado Fábio Faria (PMN-RN). Galisteu foi à tela explicar o que já havia dito à coluna de Mônica Bergamo, na Folha: que paga os seus impostos em dia, que não sabia que as passagens eram pagas pela Câmara Federal e, melhor de tudo, que a mãe a ensinou a nunca perguntar a alguém que lhe presenteia qual é a origem do presente. Aprendeu?

Noves fora, o programa é bacana, dentro do que se propõe, e a apresentadora tem autoconfiança de sobra pra se manter em cena. A loira tem tudo o que faltou a Daniella Cicarelli, que estreou na mesma Band, no ano passado, com todo o jeito de quem havia desembarcado na ilha daquele seriado americano, como é mesmo o nome? Tava perdidinha, sem direção, sem rumo, e foi devolvida ao backstage, sem redefinição alguma por parte da Bandeirantes. Uma pena.
A Cica tem seu valor, quando bem dirigida, item sempre instável na Bandeirantes.
Já a Galisteu, não que dispense direção, mas quem duvida que ela encara qualquer tempo ruim? Depois de passar pelo SBT, então, submetendo-se a um tratamento digno de Tropa de Elite, com Silvio Santos no papel de Capitão Nascimento, a loira se movimenta em todo tipo de saia justa.

A audiência não foi nenhum estouro, mas fez subir os modestos índices da Band, tarde da noite, para 3,3 de pico em São Paulo.

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