Favorita vale a sintonia

Cristina Padiglione

03 de junho de 2008 | 17h29

Salve, blogados

Tudo bem, a novela nova da Globo tem lá uma pendenga tipo Julia Matos (Sonia Braga)/Yolanda Pratini (Joana Fomm) em “Dancin’Days”.

Mas… “A Favorita” é tudo-de-bom.
Bom texto, abertura de extremo bom gosto (e ousada, sem Bossa Nova, sem nostalgia, manda ver no tango eletrônico), escalação de elenco compatível (Marjorie Estiano, afinal, nunca nasceu pra Dalton Vigh e vice-versa, idem ao casal Antonio Fagundes e Flávia Alessandra, ambos da novela passada).

Vale atenção:
. o duelo entre Tarcisão e Mauro Mendonça;
. a comoção de Glória Menezes;
. os diálogos de João Emanuel Carneiro sobre direita-esquerda; explorados-exploradores;
. Elisangela, sempre;
. E, claro, a rivalidade entre Cláudia Raia e Patrícia Pillar.

Vale voltar à abertura, que passa longe dos vícios de Hans Donner e enfim mostra ares inovadores, em traços de animação.

A-DO-REI

Fica só a torcida para a que a direção da Globo faça jus à campanha em que anuncia seu “Q” de qualidade e não se deixe levar pela tentação de tolir as inovações em busca de audiência. O ibope do primeiro capítulo, afinal, foi baixo: 35 pontos representa muuuuita gente (1,9 milhão de domicílios na Grande São Paulo), mas é pouquíssimo para uma produção do gênero no histórico de ibope hegemônico da Globo.

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