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Favela da Record lembra pagode do “Casseta”

Cristina Padiglione

25 Novembro 2006 | 11h36

“Vidas Opostas”, a nova novela da Record, alcançou 16 e 17 pontos em seus dois primeiros capítulos. Em quantidade, é uma audiência excelente.
No quesito qualidade, francamente, é uma piada. Não o enredo e texto do Marcílio Moraes, mas a condução das cenas. Aquele pagode na favela, com traficantes a ostentar armas medonhas, é de uma caricatura risível. Tudo tão óbvio, que vendo assim de relance alguém pensará se tratar de paródia do “Casseta & Planeta”.

E a pegação protagonizada por Lavínia Vlasak, o que era aquilo? Do nada, ela se atraca com um rapaz, e dá-lhe closes de mãos pelo corpo da moça. A música muda abruptamente, a respiração idem, como quem não tem tempo a perder com aquecimento. É preciso agarrar a atenção do zapeador e convencê-lo, imediatamente, a parar no canal. E é tudo tão fake que o sujeito pára mesmo, a fim de se divertir para ver qual pode ser o desfecho de uma corrida que já começa tão ofegante.