Executivos se alfinetam. Com plateia

Cristina Padiglione

11 de agosto de 2009 | 19h01

Foi pra lá de animado o painel de abertura da feira anual da ABTA, Associação Brasileira de Televisão por Assinatura, hoje, no ExpoTransamérica, aqui em Sampaolo.

Em cena, Antonio João Filho, da Embratel, Leila Lória, da TVA/Telefónica, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, da Sky, Alberto Pecegueiro, da GloboSat, e José Félix, da Net.

A efeméride do ano é o 20º aniversário do setor no Brasil.
Mas não foi o pique-pique que dominou o primeiro painel do dia.
Vamos às frases do debate de abertura:

“Quando você encosta num pessimista, nada dá certo”
José Félix (Net), refutando as previsões de crise que afetam o comportamento do consumidor.

“As pessoas hoje precisam de um televisor”
Idem, argumentando que TV é essencial.

“Não se preocupem muito(dirigindo-se ao governo) em regularizar os preços do nosso setor porque o mercado se encarrega de regularizar. As pessoas compram o nosso serviço.”
Idem.

“Mesmo que um dia a Sky consiga vender internet, vocês nunca verão uma campanha nossa anunciando ‘tudo o que a gente fez até agora foi pouco.”
Luiz Eduardo Baptista (Sky), em referência a uma campanha da Speedy.

“Fica tranquilo, Bap, que ninguém nunca achou que você teria humildade para dizer que fez pouco até aqui.”
Leila Lória (TVA/Telefónica)

“Leila, troca os cartões”
Luiz Eduardo Baptista (Sky), acusando a TVA/Telefonica de não investir o necessário na troca de cartões que, inseridos nos decodificadores dos assinantes, inibe a pirataria do sinal.

“Eu recebi agora um e-mail dizendo que a Sky é campeã de pirataria nas favelas.”
Leila Lória (TVA/Telefónica)

“Vou deixar a classe C para o meu amigo Félix e as classes A e B para a Sky”
Luiz Eduardo Baptista (Sky)

***

Bajulado por todos os lados, Pecegueiro, que ali representava a maior programadora de TV paga, saiu-se com essa, depois do debate:
“Nunca me senti tão apagado num painel. Fui algodão entre cristais.”

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