E o Silvio parou na contramão

Cristina Padiglione

10 de dezembro de 2006 | 21h28

Aconteceu uma única vez na história do SBT de um programa arrebentar no ibope, batendo até a Globo, sem um milímetro de divulgação _ sequer uma chamada na própria emissora. O motivo de então era precaução jurídica, como depois se constatou nas várias tentativas da Globo em impedir a exibição do programa, sob a alegação de plágio.

O feito em questão se deu com a primeira edição da Casa dos Artistas, clone do Big Brother, cuja fórmula, capaz de gerar dependência química no telespectador, era inédita no Brasil. E o elenco era aquele primor, pronto para frear o zapping de qualquer cidadão diante da tela: o que faria Supla com Alexandre Frota e aquelas moças lindinhas sob o mesmo teto?

Mas o Silvio Santos não se conforma com o caráter de exceção à regra consumado pela Casa dos Artistas (só a primeira edição). Insiste na condição de que o bom marketing é aquele que pega o cidadão de surpresa.

Já que faz uma semana que o departamento de imprensa do SBT foi calado e nem a relação de filmes da programação da casa tem saído nos jornais, fica-se sabendo pelas chamadas que estão no ar sobre a estréia de amanhã. Vem aí “Minha Vida é Uma Novela”, episódios dramatizados baseados em casos reais.
Entra no ar amanhã, às 6 da tarde. E vale como mais uma aposta do patrão de que o mistério é o melhor outdoor.
Às vezes ele acerta, mas o número de equívocos ainda bate de longe as zebras conquistadas pelo Senor Abravanel.

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