E a Dona Beija, hein?

Cristina Padiglione

07 de abril de 2009 | 19h01

O Silvio, digo, Santos, sempre ri por último.
É por isso que, duas semanas atrás, de frente com o homem, no SBT, perguntei nominalmente se a novela que o SBT prometia exibir em breve, outra produção da Manchete, era mesmo “Ana Raio e Zé Trovão”.

“Provavelmente”, respondeu-me Senor Abravanel. “Mas ainda estamos vendo”.

Não imaginei que fossem sacar “Dona Beija”, de 1986, da gaveta da massa falida dos Bloch. Mas foi bem isso que o patrão fez.

“Dona Beija” foi a produção que começou a marcar posição para a boa teledramaturgia na Manchete e para a criação do hábito, coisa que o Silvio não respeita muito bem até hoje: desde então, o público sabia que às 21h30, naquele canal, tinha novela no ar. O “Jornal Nacional” então começava pontualmente às 20h, seguia até 20h30, quando começava a tal da “novela das8”, assim chamada por muitos até hoje. E, terminada a novela da Globo, bingo, uma fatiazinha de público iniciava um tímido zapping, que viria a crescer consideravelmente em 89, com “Kananga do Japão”, e explodiria no ano seguinte, com o sucesso de “Pantanal”.

Milongas e chongas, vamos ao que está movimentando a língua ferina da vizinhança: as cenas de nudez da bela Maitê Proença em “Dona Beija”. Não se pode omitir que paira no ar um certo suspense em torno de como serão tratadas as reprises dessas imagens, visto que também não se tem noção da qualidade do material que restou da massa falida.

A ver.

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