Dunga, a Globo e a Copa

Cristina Padiglione

22 de março de 2010 | 18h14

Sim, a Globo já antevê que não terá, para a Copa do Mundo da vez, as mesmas regalias da Copa de 2006. Na Alemanha, várias foram as queixas vindas da comissão técnica sobre o acesso das câmeras e microfones do plim-plim a treinos, ônibus, hotéis e qualquer metro de chão em tese reservado exclusivamente aos atletas e seu staff.

Dessa vez, a Copa terá também transmissão da Band na TV aberta, mas, não custa lembrar, a Globo fez valer, há quatro anos, sua exclusividade absoluta na Copa da Alemanha, não só para os jogos, mas para tudo o que envolvia a cobertura jornalística do evento.

A ironia do destino é que o atual técnico da seleção, Dunga, boss dos jogadores mais bem pagos do País, era comentarista do grupo Bandeirantes na Copa passada e, como tal, fez parte dos sujeitos “barrados no baile” da ocasião. Na Alemanha, Dunga teve de se conformar com a condição de ficar longe do melhor da festa, concorrente que era da Globo, que hoje negocia humildemente com a CBF qual parte lhe caberá no latifúndio da seleção canarinho na África do Sul.

É  o mundo dando voltas.

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