Como era bom de ver, o Chacrinha

Como era bom de ver, o Chacrinha

Cristina Padiglione

25 de julho de 2008 | 00h40


O anônimo Hélio Vernier, que viveu Chacrinha no tributo da Globo

Taí um dos raros acertos da Globo entre as invenções lançadas pela emissora na programação do ano passado para cá. Criado para homenagear mortos “há” long time ago, o “Por Toda a Minha Vida” começou assim meio tímido, tendo Elis Regina na edição inaugural, e patinou na inconstância de edições – em 2007, foi testado só em quatro programas.

Agora experimentado nas noites de quinta-feira, o “Por Toda a Minha Vida” encontrou rumo na edição e na produção, com a busca de bons depoimentos e a redução do espaço para as enfadonhas reconstituições. Resultado? Com os Mamonas Assassinas, o título dobrou a audiência do horário ao registrar 26 pontos de média. E agora há pouco, ao fim do tributo a Chacrinha, de novo veio aquela sensação de quem libera serotonina diante da TV.

O chato de rever aquele Cassino do Velho Gerreiro é constatar como os programas de auditório são entediantes hoje em dia. Cercados de normas, de ângulos tecnicamente adequados, de politicagem correta e toda espécie de chatice, os shows da temporada se excedem na tentativa de reinventar a roda e pecam pela ausência de emoção. E a pieguice que me dê licença. Eu quero mais é ver a Rita Cadilac, a Elke Maravilha e a Sandra Rosa Madalena do Magal.


E o Chacrinha original, profeta: “quem não se comunica, se estrumbica”

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: