Colete da Globo inspira piedade aos da concorrência

Colete da Globo inspira piedade aos da concorrência

Cristina Padiglione

14 de novembro de 2011 | 16h36

Instigada pelo episódio que vitimou o câmera Gelson Domingos, semana passada, morto em ação enquanto ostentava crachá da Band, e pela megaoperação que permitiu à polícia ocupar a Rocinha, no Rio, fui só agora reparar como é superiormente robusto o colete à prova de balas usado pela reportagem da Globo.

A peça que leva o logotipo da Globo segue normas de segurança internacional e, de um azul quase royal, permite que os bandidos não confundam alguém da emissora com alguém da polícia, como aconteceu com Gelson. A não ser, é claro, que o alvo do atirador seja mesmo alguém da Globo, e não é improvável imaginar que os profissionais da emissora mais vista sejam os mais visados para passar qualquer tipo de recado. Vide o caso que levou um repórter da emissora a ser sequestrado pelo PCC em São Paulo, anos atrás.

A Band, por ocasião do caso com o cinegrafista, disse que usava colete recomendado pelo Exército, mas é clara a diferença entre o apetrecho usado pela equipe da emissora ou de qualquer outra, e aquele utilizado pela Globo. Não nos parece, ao mais leigo dos espectadores, que todos estejam certos e os da Globo, de espessura bem mais grossa, inadequados. Ao contrário. Em tempos de ocupação, UPPs e limpeza de drogas pré-Copa, convém às emissoras investir em segurança. A notícia continuará a pipocar nas fronteiras desse território.

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