Cláudio Manoel lembra opressão sofrida pelo Casseta e celebra ‘oxigênio’ dos novos tempos, por ‘Tá no Ar’

Cláudio Manoel lembra opressão sofrida pelo Casseta e celebra ‘oxigênio’ dos novos tempos, por ‘Tá no Ar’

Cristina Padiglione

12 de abril de 2014 | 01h29

Programa feito pelos redatores do revolucionário TV Pirata, o Casseta & Planeta começou na Globo com a mesma pegada do TV Pirata, mas foi caindo, ao londo da última década, em uma série de restrições que foi amarrando, como boca de sapo, a criatividade do grupo.
Efeito de classificação indicativa, militância de homossexuais, gaúchos, etnias de toda espécie e até de políticos, mas também autocensura (a Globo inibiu a trupe de brincar com certos nomes, como Sandy, e de parodiar comerciais), a opressão aos cassetas foi certamente matando o programa.


Há poucas horas, na página de seu perfil no Facebook, o casseta Cláudio Manoel festejou a nova era representada pela estreia do ‘Tá no Ar: A TV na TV’, com Marcius Melhem, Marcelo Adnet e mais nove atores, como uma virada de página na questão do humor na Globo. Cláudio, para quem não sabe, participa dos fóruns de humor promovidos pela emissora para fomentar a criatividade dos talentos do canal em busca de novas ideias. Foi dos fóruns, segundo contou o próprio Marcius Melhem, que brotou o programa apresentado na noite de quinta-feira.

Eis o testemunho de Cláudio sobre passado e presente no riso da Globo:

 

“Já tem tempo pra cacete, pra lá de 15 anos, quando chegaram as “novas lá de cima”, que nos vetava qualquer possibilidade de brincar com “marcas” (coisa que fazíamos desde o TV Pirata e “trouxemos” pro Casseta. Tivemos que nos “virar” e a coisa boa foi que, dessa situation, nasceram as “Organizações Tabajara”) e também com qualquer formato/personagem da “concorrência”… (anos depois, a encrenca chegou na política, mas isso é outra história) Ontem, esses “tabus” caíram com a estreia do “Tá no Ar”. Parabéns a todos envolvidos, aos queridos amigos Leonardo Lanna, Marcius Melhem e Adnet e, mais especialmente ainda, congratulations aos “novos tempos”. Nós sentimos muito essa falta desse oxigênio, que bom que vocês puderam respirar ares mais frescos. Façam bom proveito. Voem!”

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