“Caminho das Índias” bate 55 no último capítulo

Cristina Padiglione

12 de setembro de 2009 | 00h13

A Globo emplacou 55 pontos com o final de “Caminho das Índias” no capítulo que acabou há coisa de uma hora. É mais do que o fim de “A Favorita” (50 pontos), sua antecessora, e que “Duas Caras” (48 pontos, com um desconto para o fato de “Duas Caras” ter acabado num sábado, dia em que o número de televisores ligados cai, e não numa sexta-feira, como é de praxe).

Já vi no twitter um bando de gente que até ontem era dependente químico da novela, agora debochando do desfecho de Glória Perez. Gente ingrata.
Comigo não. Digo mais: chorei, e me ajoelho aos pés do Tony Ramos só de ver aquele segregador do Opash trazendo seu Nihaj dalitizinho de volta para casa.

Yvone/Letícia Sabatella foge da prisão, sim, mas não vale dizer que a vilã acabou tão impune quanto Bia Falcão/Fernanda Montenegro (vide “Belíssima”). Pois então o doutor Castanho/Stênio Garcia não ficou lá a justificar que a esquizofrenia é assim mesmo, e blábláblá…? Esquizofrênica que não rasga dinheiro, já viu.

Também não vale dizer, depois de toda a dança do acasalamento entre Raj/RodrigoLombardi e Maya/Juliana Paes, que o final feliz do casal foi previsível. Até ontem, tinha gente cortando os pulsos para jogar aquele Bahuan/Márcio Garcia de vez no banco de reservas e manter Raj em campo. Foi o que fez dona Glória: a vontade da audiência.
Bahuan, inicialmente escalado para ser o mocinho dessa trama toda, mereceu lá figurino de pompa para o casamento com a filha do marajá, mas não ganhou mais que 3 minutos do capítulo final. Não era assim que estava escrito na sinopse, mas foi assim que o andar do elefante determinou, obedecendo à empatia de Rodrigo Lombardi, de um lado, e à irrelevância de Márcio Garcia do outro.
Assim é novela, obra aberta.
E dona Glória conduziu suas linhas com as lamparinas do juízo acesas.

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