Boni, sobre Jô: “Ele não me perguntou”

Boni, sobre Jô: “Ele não me perguntou”

Cristina Padiglione

19 de dezembro de 2011 | 08h38

Ontem foi dia de ver o Boni, em pleno lançamento de livro de memórias, na Marília Gabriela.

O ex-chefão da Globo desceu de helicóptero na sede da TV de Silvio Santos, na semana que passou, para gravar entrevista a Gabi, sua amiga.

A loira quis saber por que Boni, na recente entrevista a Jô Soares, na Globo, já por obra do mesmo O Livro do Boni, nada falou sobre a briga que teve com o então gordo, quando Jô anunciou que estava de saída da Globo para o SBT, no início dos anos 90.

Sobre o episódio, Boni costuma dizer, disse no livro e em outras entrevistas, que foi quase como briga passional, coisa entre grandes amigos em que um não se conforma em ser preterido. No caso, a Globo era Boni e o SBT era “a outra”.

Questionado por Gabi sobre a ausência do caso na sua recente conversa com Jô, Boni disse simplesmente o seguinte: “Não falei nada porque ele não perguntou nada. Eu estou aqui para responder às suas perguntas, não vou falar sobre o que você não me perguntar. Ele não perguntou e não falamos”.

Hoje tem mais Boni, agora no Roda Viva, da Cultura.

E, de novo, o programa deve voltar a tocar no assunto debate Collor X Lula, num ponto que não está no livro mas que foi levantado na primeira entrevista do empresário sobre sua nova obra, justamente nos estúdios da Globo, a Geneton Moraes Neto, via GloboNews. Foi quando Boni citou que deu determinados conselhos à assessoria de Collor para ajudar sua performance física no último embate com Lula, aquele que até hoje gera controvérsias, em 1989. O encontro foi resultado de um pool entre Manchete, Globo, SBT e Band, tendo cada bloco comandado pelo profissional de uma dessas emissoras. Na época, Gabi, que voltou a tocar no assunto ontem, estava na Band.
E o mediador da entrevista do dia, Mario Sergio Conti, convém lembrar, sabe tudo sobre Collor, autor que é do livro Notícias do Planalto, cujas páginas mencionam detalhes de bastidores do apoio de Roberto Marinho ao ex-presidente, mas não a confissão agora feita por Boni sobre a glicerina que teria sido usada na testa de Collor para lhe emprestar um mínimo de suor, uma coisa, digamos, mais povo, que sobrava em Luiz Inácio e faltava em Fernandinho.

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