Band enxuga novela

Cristina Padiglione

10 de abril de 2007 | 19h44

A Bandeirantes sofre por instabilidade.
A programação tem ótimas atrações, mas falta paciência para insistir no que pode ou não emplacar. O “Jornal da Band” chega a 7 pontos, numa programação que esbarra na média de 2, porque, além de ser muito bom, lá está há anos. Já as novelas…

A Band lançou “Paixões Proibidas” com cifras extras para sua propaganda. Como não viu a audiência crescer (mesmo sem dar ao folhetim o desconto de que ele sucede o bispo R.R.Soares-ninguém-merece), não hesitou em abrir um buraco na grade do folhetim para encaixar, nas noites de quarta, aquele futebol que lhe foi oferecido quase de graça pela Globo.

Para arrematar, acabou por jogar a novela, originalmente anunciada como picante, das 22h para a inocente faixa das 17h30. Agora, resolveu encurtar de 160 para 139 o número de capítulos.
Quando fez “Serras Azuis”, deu-se quase a mesma coisa: a Band produziu três novelas em seqüência, e abandonou o projeto. Retomou-o agora, com “Paixões”, para acabar nisso.

É preciso resolver se há ou não disposição para apostar em novela. Se não há seqüência de produção, todo folhetim lá plantado é um gasto inútil e muito alto. Novela oferece grande retorno comercial depois que emplaca, mas é brinquedo caro de fazer e pede alguma insistência até que a coisa vingue. Todo mundo adora citar o fenômeno “Pantanal”, mas “Pantanal” foi enésima novela da TV Manchete naquele mesmíssimo horário. Não foi uma audiência que caiu do céu.

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