Avenida Brasil bomba no Twitter, mas não no Ibope

Avenida Brasil bomba no Twitter, mas não no Ibope

Cristina Padiglione

23 Julho 2012 | 17h06

 

Apesar de tudo o que se falou e disse sobre Nina e Carminha, das capas de revistas populares às linhas dos mais sisudos editoriais de economia, a novela Avenida Brasil não bateu seu recorde de audiência em nenhum desses últimos dias, digo, de quinta-feira até sábado, quando começou a se desenhar uma reviravolta na história de João Emanuel Carneiro.

O máximo alcançado de quinta até sábado foi 39 pontos de média no capítulo de sexta, e aqui estamos falando exclusivamente de Grande São Paulo, praça que detém os maiores investimentos publicitários do País. No sábado, o patamar foi ainda mais baixo, com 35. Na referida Pauliceia, o recorde de Avenida Brasil é 42 pontos.

As férias escolares, com muita gente fora de seu habitat natural – o que afeta o comportamento da mostra do Ibope – pode ser um indicador capaz de explicar por que Avenida Brasil simplesmente não explodiu em audiência, com todos os aplausos merecidos por Adriana Esteves e Débora Falabella.

Mas, sobretudo, o episódio é mais um indicador de que Twitter e people meter (os aparelhinhos que mensuram a audiência de TV pelo Ibope) não caminham de mãos dadas. As redes sociais são um recorte da plateia, um segmento, não valem como conjunto da obra, como pretende ser uma mostra do instituto. Nem por isso são desprezíveis,  vá lá. Assistir a uma boa novela com a chance de fazer e ler comentários online é um convite ao ócio, lazer total. Você deixa seus dramas de lado, por alguns minutos, para se dedicar ao mórbido e inconfessável prazer de dar palpite na vida alheia, com uma vantagem: sem ofender ninguém.

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