Audiência do ringue Lula X Alckmin

Cristina Padiglione

08 de outubro de 2006 | 22h35

Debate com troca de acusações e diz-que-me-diz, como este que aí está no ar, pode até não alterar decisão de voto, mas que dá audiência, isso dá.

A Bandeirantes disputou, nas duas últimas duas horas, a vice-liderança com o SBT. A TV de Silvio Santos, diga-se, além de não promover o melhor entendimento de sua platéia sobre política, resolve desafiar o interesse do eleitor com um blockbuster: lá está, para concorrer com a Band, um dos filmes do bombado Harry Potter.

A Bandeirantes alcançou, entre 20h30 e 22h50, período total do confronto entre Lula e Alckmin, o patamar dos 14 pontos de audiência, com 20 de pico. A primeira hora rendeu 12 de média e 17 de pico, o que significa que o programa foi ganhando adesões ao longo da discussão.
Os números são, para os padrões da casa, um ibope comparável à de final de campeonato de futebol. Normalmente, a emissora oscila entre 2 e 4 pontos. Os índices são relativos à região da Grande São Paulo e correspondem à prévia de audiência medida pelo Ibope. Cada ponto, nessa região, eleitora de Alckmin em sua grande maioria, equivale a 54,4 mil domicílios.
A média no restante do País demora até quatro dias para ser calculada pelo Ibope porque outras praças não dispõem da tecnologia instantânea adota pelo instituto em São Paulo.

Para se ter uma idéia, o debate entre os presidenciáveis no primeiro turno, na Band, sem Lula, rendeu modestos 4 pontos.

A Globo, entre 20h30 e 22h50, tinha, somados, 27,8 pontos de média, também nos critérios da prévia de audiência. São 4 pontos a menos, no mínimo, do que costuma render o “Fantástico”. O SBT ficou em segundo, com 16 pontos de média.

ALTERADO ÀS 22H58 PARA O ACRÉSCIMO DE DADOS DE AUDIÊNCIA

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