Ana Paula Padrão fecha com a Record

Ana Paula Padrão fecha com a Record

Cristina Padiglione

07 de maio de 2009 | 13h55

E não é que a Ana Paula Padrão topou fazer na Record o que tinha se recusado a fazer no SBT?

A jornalista assinou contrato com a TV de Edir Macedo para comandar o “Jornal da Record” ao lado de Celso Freitas pelos próximos quatro anos.
Adriana Araújo, que lá está atualmente, foi premiada com um passaporte para Nova York, onde será correspondente da emissora.

Alguns meses atrás, pouco antes de iniciar a negociação pela renovação de seu contrato com o SBT, comentei com Ana Paula que o staff de Silvio Santos gostaria de vê-la de volta à bancada dos telejornais diários da casa. Ela então me disse que nunca diz “dessa água não beberei”, mas que não fazia parte dos seus planos retornar ao hard news diário. Segundo ela, a volta a uma bancada implicaria uma série de conflitos éticos com o trabalho de sua produtora, a Touareg, que tinha entre seus clientes empresas eventualmente presentes nos noticiários de economia, por exemplo.
Deu-se que o Silvio Santos lhe pediu exatamente para retornar à bancada de um dos telejornais do SBT, e ela não entrou em acordo para permanecer na Anhanguera.
Imediatamente, foi seduzida pela Record e resolveu largar tudo para, justamente, voltar à bancada de um telejornal diário.
A troca virá em boa hora e oxalá mereça nova repaginação para o noticiário. O “Jornal da Record”, formatado na cola do “Jornal Nacional”, do cenário em redação ao casal na bancada, não tem festejado lá grandes índices de audiência. Ainda anteontem, amargava 7 ou 8 pontos no Ibope de SP, enquanto o SBT tinha 12 com o enlatado inofensivo “Eu, a Patroa e as Crianças”. (Ops, a Record me corrige e alega que o JR registra média de 12 pontos de audiência em 2009 e que 8 é seu ponto mais baixo no minuto a minuto, vá lá)

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Enquanto isso, o “JN” tem apresentado visível avanço. William Bonner e Fátima Bernardes finalmente exibem uma intimidade da qual pareciam se envergonhar. A edição de ontem não economizou em links, do nordeste a Nova York, com direito a divisão de tela e bate-bola entre apresentadores e repórteres. Até que enfim o noticiário de maior alcance do País parece disposto a unir tecnologia e algum coloquialismo.

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