Acusada de homofobia, Patrícia Abravanel se desculpa

Cristina Padiglione

09 de maio de 2016 | 17h07

patabravanel

Como bem disse Fernando Oliveira, o Fefito, o programa era gravado. Faltou quem tivesse coragem de dar um toque ao patrão, Silvio Santos, avisando que a “brincadeira” sobre homossexualidade na edição do Jogo dos Pontinhos, do Programa Silvio Santos exibida nesse domingo, 8, pelo SBT, passou do tom.

Acusada de homofobia, por dizer que não se pode tratar o “homossexualismo” como algo normal, Patrícia Abravanel fez ligeira mea culpa por meio de sua conta no Instagram. Assim escreveu a filha número 4 de Silvio na rede social:

“Peço desculpa se ofendi alguém ontem no Jogo dos Pontinhos. Dei apenas minha opinião mas fui mal interpretada. Sou a favor do amor do respeito e da tolerância.”

Patrícia não foi mal interpretada. Disse o que disse.

“Li numa revista que um terço dos jovens se relaciona com pessoas do mesmo sexo. Eu acho muito um terço, mesmo sem saber se a opção deles é real. Eles experimentam. Acho que o jovem é muito imaturo para saber o que quer. A gente tem que firmar que homem é homem e mulher é mulher. Acho que não é legal ser superliberal”. E emendou:  “Acho que a gente tem que ensinar para o jovem de hoje que homem é homem e mulher é mulher. E se por acaso ele tiver alguma coisa dentro dele que fale diferente, aí tudo bem. O que está acontecendo é que estão falando que tudo é bonito e o jovem acaba experimentando coisas que pode vir a se arrepender depois.”

O assunto começou porque Senor Abravanel disse ter assistido ao belíssimo filme Carol, que recebeu cinco indicações ao Oscar deste ano, inclusive de melhor filme, e não achou bacana aquela coisa de mulher com mulher. O longa de Todd Haynes com Cate Blanchett enfoca a que ponto chegava o sofrimento de uma mulher lésbica, com uma filha, há coisa de algumas décadas. É de chorar.

Patrícia, evangélica, incentivou o pai a parar de falar sobre o tema, sugerindo que ele estaria fazendo “propaganda indireta” do assunto. “Eu não sou contra o homossexualismo (o correto é ‘homossexualidade’; o uso de ‘homossexualismo’ pode denotar doença mental ou psicológica e foi descartado, cientificamente, em 1973, sendo considerado algo da natureza sexual do ser humano), mas sou contra falar que é normal. Eu vou pegar mulher agora e vou experimentar. Principalmente para o adolescente. E outra, mulher com mulher não é tão legal assim. Não tem aquele brinquedo que a gente gosta bastante”.