Saída de Milton Neves endossa paradoxo da Record

Cristina Padiglione

14 Fevereiro 2008 | 19h57

Enquanto assedia clubes de futebol nacionais com zilhões, na busca dos direitos de transmissão dos principais campeonatos da bola, a Record mina toda a estrutura de que dispõe para tanto.
É um script que não fecha.

O departamento esportivo foi desmantelado.
De partida para a Bandeirantes, Milton Neves apaga as luzes. Diga-se que mesmo sem os principais regionais e o Brasileirão no ano que passou, a Record teve bons frutos comerciais com a tribuna do Sr. Neves.

Mas,para a direção da Record, torcida sem jogo não compensa. Nem é o caso de manter o custo de um programa como este só pela expectativa de dias melhores em campo. O raciocínio lá é o seguinte: mesa redonda se monta de um dia para o outro e futebol é o conteúdo que menos requer criação de hábito no telespectador – o torcedor zapeia em busca do jogo que lhe interessa, esteja a partida em que canal for. O máximo que ele pode fazer é, como se sabe, baixar o volume da TV e ligar o rádio.