ZZ Top: rock and roll em estado bruto e hipnotizante

Estadão

11 de novembro de 2012 | 17h00

Julio Maria

O ZZ Top tem uma força que não é desse mundo. Quem esteve no Via Funchal no ano passado pode ver esse trio de dois barbudos quakers e um baterista caladão que castiga o pedal de um bumbo fatiando a noite com um som cheio, gordo, de pegada suja e riffs de cortar a alma.

Não dá para acreditar que façam isso só com um trio, que consigam preencher todos os espaço apenas com a guitarra de Billy Gibbons, o baixo de Dusty Hill e a bateria de Frank Beard, tudo extremamente reto e hipnotizante.

Os caras arrastam o andamento de seus blues rock até o limite e, quando ele está para sair do ritmo, entram com um solo infernal. Criar sobre esta fórmula é mesmo uma dificuldade quando parece que tudo foi dito, disco após disco, mas a genialidade de La Futura está, como sempre, nos detalhes.

I Gotsa Get Paid, o abre, é o soco no estômago inicial de uma pancadaria que segue com o original esqueleto de Chartreuse, evolui no peso de Consuption e só ganha um carinho na balada Over You. Nenhum trio é mais rock and roll.

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