Zakk Wylde prepara o ataque a São Paulo

Estadão

09 de agosto de 2011 | 22h12

Marcelo Moreira

Zakk Wylde é um guitarrista muito talentoso, mas que sempre teve a propensão para a autodestruição. Desde que virou astro mundial ao ser convocado por Ozzy Osbourne para tocar no álbum “No Rest for the Wicked “, de 1989, tornou-se um ícone da guitarra ao mesmo tempo em que virava referência dos excessos que o rock pode proporcionar.

Por um bom tempo esses exageros não atrapalharam sua carreira ao lado de Ozzy e em seus projetos pessoais – carreira solo, Pride and Glory e Black Label Society. O sinal vermelho apareceu quando o lendário vocalista do Black Sabbath o trocou em 2009 pelo grego Gus G. em razão de “estagnação criativa e problemas de Zakk com a bebidas”. O guitarrista já havia sido brevementre substituído em 1995 por Joe Holmes.

E o que Wylde fez? Agradeceu ao grande amigo pela decisão e pela medida. Desde então decidiu largar o álcool por recomendações médicas e retomou as turnês mundiais com Black Label Society completamente  limpo.

 “Só tenho de agradecer Ozzy e Sharon (Osbourne, mulher de Ozzy). Zakk Wylde e Black Label Society só existem por causa de Ozzy. Jamais falaria mal de meu grande amigo. Ele chegou e disse que tinha mudar algumas coisas na banda e que era hora de eu buscar meu caminho com o BLS. Eu disse ‘tudo bem, obrigado por tudo e, se precisar, sabe onde me encontrar’. Graças a isso consegui parar com tudo e me cuidar, e largar a bebida. Ozzy me ajudou e me ajuda, falo ncom ele regularmente”, disse o guitarrista. Ou seja, ele foi demitido e ainda assim agradece e se coloca à disposição. Pouca gente no rock tem essa grandeza.

Histórias como essa Zakk Wylde vai contar nesta quarta-feira no programa Alternativa Kiss, a partir das 18h. Ele vai estar ao vivo falando de sua carreira e escolhendo as músicas que mais gosta na rádio Kiss FM (102,1 Mhz em São Paulo). O guitarrista e sua banda tocam no HSBC Brasil, em Moema, São Paulo, neste sábado, 13 de agosto, a partir das 22h.

A visita de Wylde ao Brasil coincide com o relançamento de seu único trabalho solo “Book of Shadows”, na Europa e nos Estados, com um afaixa bônus e um trabalho gráfico de primeira qualidade. O álbum, lançado em 1996, aprofundou o mergulho no country blues iniciado no excelente álbum “Pride and Glory”, da banda homônima que ele criou em 1994.

Se no álbum da banda ele ia do blues rural ao hard rock, em seu trabalho solo ele abusou do clima folk, com passagens acústicas de muito bom gosto e usando uma afinação de violões de cordas de aço pouco usuais em sua carreira.

O papo com Zakk Wylde na Kiss FM é imperdível também porque o cara é muito gente boa, totalmente fora do perfil de estrela do rock que nunca desce do pedestal. Costuma ser bem humorado e render ótimas comversas.

 Black Label Society

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