Zakk Wylde, de bem com a vida, topa todas

Estadão

19 de dezembro de 2012 | 06h40

Rafael Fernandes –  ESPECIAL PARA O ESTADO DE S. PAULO

O guitarrista Zakk Wylde esteve ocupado em 2012: no início do ano lançou um livro com uma visão particular e bem-humorada sobre o mercado da música, Bringing Metal to the Children: The Complete Berserker’s Guide to World Tour Domination.

Também colocou nas lojas caixa com seis DVDs educativos, destinados a aspirantes a guitarristas, para a série Guitar Apprentice. Seu quarto filho – chamado Sabbath Page – nasceu em julho. E, após dois anos, finalizou uma série de turnês com sua banda Black Label Society – o Brasil foi contemplado com shows em 2011 e 2012.

Em entrevista ao Estado, por telefone, Zakk diz como surgiu a ideia do livro: ele se viu em várias ocasiões num bar com amigos, rindo das muitas boas histórias de sua carreira. Em dado momento, alguém disse: “Você precisa escrever um livro sobre tudo isso”.

Então, resolveu sentar com Eric Hendrikx (coautor) e elaborar tais histórias, tentando deixá-las “ainda mais estúpidas e engraçadas do que já eram”. Para ele, a indústria da música é rica em casos e pessoas interessantes: “Você tem todo esse elenco e personagens, é como um circo no carnaval. E é daí que você pega histórias incríveis, pois não há regras. É de onde vem toda a comédia”.

Está previsto um relançamento do livro e uma versão em audiobook também deve ser disponibilizada. Segundo ele, há chances da publicação ser lançada no Brasil, ainda sem previsão.

Sobre os DVDs educativos, Zakk diz que gostou da experiência e quer repeti-la. Indagado se o excesso de informações sobre guitarra nos dias de hoje poderia ser prejudicial aos iniciantes, vai direto ao ponto. “Veja desta maneira: se (no passado) eu e meus amigos pudéssemos ter em vídeo como se toca Eruption ou o solo de Mr. Crowley, nós, com certeza, compraríamos.”

Um assunto que tem agitado fãs de metal é sobre uma possível reunião do Pantera com Zakk Wylde assumindo as seis cordas. Ele diz que aceitaria um hipotético convite: “Se todos eles (os remanescentes do grupo) quisessem fazer algo assim e se me chamassem para honrar Dimebag Darrell (morto em 2004), com certeza eu faria.”

Um tema inevitável é uma nova colaboração com Ozzy Osbourne. Foi na parceria com o ‘Príncipe das Trevas’ que Zakk despontou para a fama. “Olho para Ozzy e Sharon e eles são como meus pais; sempre serão minha casa fora da minha casa.”

E continua: “Se Ozzy me chamar, é claro que eu vou. Gosto de estar perto deles, gosto de tocar com Ozzy. É de onde eu vim e sempre será parte de mim. Sempre. E tenho orgulho disso”. Mas faz uma ressalva sobre voltar em definitivo, lembrando de seu trabalho com a Black Label Society: “Não sou apenas um soldado agora, sou um general e tenho meu próprio exército”.

Apesar de associado à guitarra e ao metal, o músico também é um bom compositor de baladas. O mais recente disco da Black Label Society, The Song Remains Not the Same, de 2011, apresenta tanto músicas do grupo quanto covers em versões acústicas.

Questionado sobre sua relação com esse tipo de música, ele responde com naturalidade, espantando radicalismos: “Gosto de ouvir de tudo, de Elton John a Ministry e tudo o que tem no meio: (Black) Sabbath, (Led) Zeppelin… E amo ouvir Neil Young e Eagles também”.

Seus fãs, pelo que diz, podem ficar tranquilos. Zakk tem planos de, em janeiro, gravar um DVD e um CD ao vivo. Depois do lançamento, pretende dar uma pausa. Entre o final de 2013 e começo de 2014, um novo disco de estúdio da Black Label Society deve começar a ser formatado.

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