Yes volta ao Brasil ainda tentando superar a falta de Jon Anderson

Estadão

21 de maio de 2013 | 17h00

Marcelo Moreira

O que era para ser uma grande celebração de 45 anos de carreira transformou-se apenas em mais uma turnê, com resquícios de uma banda outrora grande e lendária do rock. O Yes que vem ao Brasil neste mês de maio ainda atrai muita gente, tanto que as duas apresentações em São Paulo tiveram seus ingressos esgotados com bastante antecedência. O problema é tentar esquecer que o vocalista novo veio de uma banda cover (de versões) do próprio Yes – transformando, quem sabe, o próprio Yes em um cover de si mesmo.

Os alguns dos principais elementos estão lá: a elegante e virtuosa guitarra de Steve Howe, o poderoso e floreado baixo de Chris Squire e a batida precisa do baterista Alan White. O veteraníssimo Geoff Downes, que tocou na banda entre 1980 e 1981, na formação mais desastrosa do Yes, está de volta nos teclados, substituindo Oliver Wakeman – sim, o filho mais velho de Rick Wakeman, que não quis voltar quando soube de Jon Anderson estaria fora.

O grande problema é mesmo o vocal, característico e único do Yes. Estava tudo pronto para que a formação mais duradoura retornasse para a turnê dos 40 anos de de fundação, mas Jon Anderson, um dos mais brilhantes cantores do rock e fundador do grupo ao lado de Squire, teve de ser internado e operado às pressas pouco mais de um mês antes da turnê mundial. Uma grave crise de asma desencadeou uma série de outros problemas respiratórios que quase o levaram à morte.

Anderson pediu o cancelamento da turnê para que pudesse se recuperar, mas o velho companheiro Squire tinha outros planos e não foi tão companheiro assim. Com o apoio do resto da banda – menos de Wakeman, que não aceitou tocar sem o vocalista -, o baixista adiou os shows por dois meses e contratou o cantor Benoit David, que era vocalista de uma banda canadense que fazia versões do próprio Yes.

Mesmo com os protestos de boa parte dos fãs, David fez a turnê mundial e, ao final dos shows, foi efetivado como membro oficial, enfurecendo o púbico da banda e o próprio Jon Anderson. Chris Squire pouco ou nada comentou a respeito desde então e diz apenas que a formação do Yes é a atual e fim de papo. Anderson retomou a carreira solo e engatou uma parceria com Wakeman em 2011 – a série de shows rendeu um álbum duplo ao vivo.

Benoit David gravou o mais recente álbum de estúdio do Yes, “Fly From Here”, o primeiro depois de muitos anos, lançado em 2011, e sua voz também está no CD duplo ao vivo “Live in Lyon”, mas nada disso foi suficiente para garantir seu lugar na banda.

Atual formação do Yes: da esq. para a dir., Chris Squire, Alan White, Geoff Downes, Steve Howe e Jon Davison

Em fevereiro de 2012, David também teve de ser internado às pressas com graves problemas respiratórios, sendo que, por recomendação médica, deveria evitar turnês. Sem a menor cerimônia, foi desligado do Yes, que chamou Jon Davison, um norte-americano que era a segunda opção quando Anderson não pôde sair em turnê.

A curiosidade é que Davison estava cantando com o grupo progressivo americano Glass Hammer, mas Chris Squire soube dele porque, antes disso, também cantou em pelo menos duas bandas cover do Yes. Ou seja, a intenção do atual Yes sempre foi fazer cover de si mesmo.

Yes sem a voz de Anderson é o mesmo que Rolling Stones sem a voz de Mick Jagger ou Led Zeppelin sem a voz de Robert Plant. Com raríssimas exceções uma substituição de cantor deu certo –  caso de Black Sabbath, que teve Ronnie James Dio no lugar de Ozzy Osbourne, e Deep Purple, que teve David Coverdale e Glenn Hughes no lugar de Ian Gillan, embora a banda tenha mudando um pouco o direcionamento musical.

Já o Queen, 15 anos após a morte de Freddie Mercury, tentou voltar com o magnífico Paul Rodgers (ex-Free e Bad Company). Ficou razoável, mas com resultados muito aquém do esperado.

O Iron Maiden, por sua vez, radicalizou quando Bruce Dickinson saiu, em 1992, e decidiu que o substituto será alguém com voz e postura completamente diferentes. Blaze Bayley bem que tentou, mostrou certa competência, mas durou apenas cinco anos e dois álbuns, abatido pela fúria dos fãs e pelos resultados comerciais pouco expressivos.

O Yes esteve no Brasil em dezembro de 2010 com Benoit David nos vocais. O show de São Paulo foi competente, com um desfile de hits e performances notáveis de Howe e Squire, mas a impressão que ficou foia  de que o legado da banda era pesado demais para o substituto de Anderson.

Bom cantor, afinado e esforçado, em nenhum momento, entretanto, David espantou a impressão de que não passava de um imitador. A banda entregou o que prometeu, fez uma boa apresentação, mas ficou faltando muita coisa. E Jon Anderson, no caso, é muita coisa.

Na atual turnê o grupo aderiu à moda de tocar álbuns inteiros antigos como forma de sobreviver a um mercado bastante complicado atualmente na Europa e nos Estados Unidos. As obras escolhidas são três clássicos dos anos 70: “The Yes Album”, “Close to the Edge” e “Going for the One”. Um show do Yes é sempre um ótimo programa, é garantia de qualidade, mas desde 2008 falta muita coisa. Vale a pena arriscar, mesmo com a impressão de cover de si mesmo…

São Paulo – Hsbc Brasil

Dias: 23 e 24 de maio de 2013
Horário: 22h00
Abertura da casa: 2h00 antes do início do espetáculo
Local: HSBC Brasil
Rua Bragança Paulista, 1281 – Chácara Santo Antonio
Informações e compra de ingressos:
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(Horário de atendimento até o dia 23/12: segunda a sábado, das 10h às 21h e domingos e feriados, das 10h às 20h)
# COMPRA POR TELEFONE – Ingresso Rápido – Tel: 4003-1212
(Horário de atendimento: segunda a sábado, das 9h às 22h)
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(www.hsbcbrasil.com.br / www.ingressorapido.com.br)
(Formas de Pagamento: cartões de crédito Visa, Mastercard, Credicard, Diners);
# PONTOS DE VENDA CAPITAL, INTERIOR E OUTROS ESTADOS
Consultar www.ingressorapido.com.br
Taxa de Compra através da Ingresso Rápido
Compra em ponto-de-venda: 15% do valor do ingresso
Entrega em domicílio Grande São Paulo: R$ 15,00
Entrega em domicílio São Paulo Capital: R$ 10,00
Retirada na bilheteria: R$ 5,00
Para a compra de ingressos para estudantes, aposentados e professores estaduais, os mesmos devem comparecer pessoalmente portando documento na bilheteria respectiva ao show ou nos pontos de venda da Ingresso Rápido. Esclarecemos que a venda de meia-entrada é direta, pessoal e intransferível e está condicionada ao comparecimento do titular da carteira estudantil no ato da compra e no dia do espetáculo, munido de documento que comprove condição prevista em lei.
BILHETERIA:
Camarote R$ 380,00
Frisa R$ 300,00
Cadeira Alta R$ 280,00
Setor Vip R$ 350,00
Setor 01 R$ 300,00
Setor 02 R$ 270,00
Setor 03 R$ 180,00
Setor 04 R$ 100,00
Clientes HSBC têm pré-venda exclusiva e 25% de desconto. O limite é de 04 ingressos por pessoa e a promoção não é cumulativa com outros descontos.
Pré-venda para clientes HSBC até o dia 20/12/2012
Capacidade: 1800 lugares
Censura: 14 anos (desacompanhados). Menores dessa idade somente acompanhados dos pais ou responsáveis.
Duração: Aproximadamente 1h30
Abertura da Casa: 2h antes do espetáculo
Estacionamento: Hot Valet (com manobrista)
Aceitamos dinheiro e cartões de débito e crédito (Visa, Mastercard, Credicard e Diners)
Não aceitamos cheques
Acesso para deficientes físicos
Ar condicionado
Assessoria de Imprensa – HSBC Brasil
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Rio de Janeiro – Vivo Rio

Dia: 25 de maio de 2013, sábado
Horário: 22h
Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo
Telefone: 2272 2901
Classificação etária: 16 anos
Capacidade: 2000 pessoas
Facebook: http://www.facebook.com/VivoRioMAM
Twitter: @vivo_rio

Atrações: Abertura – Dj Sylvio Dib
Show do Bloco da Preta
Encerramento – Dj Helen Sancho

Informações e compra de ingressos:

BILHETERIA

Camarote A R$ 300,00
Camarote B R$ 230,00
Frisa R$ 250,00
Setor Vip Premium R$ 300,00
Setor Vip R$ 230,00
Setor 01 R$ 200,00
Setor 02 R$ 160,00
Setor 03 R$ 100,00

Bilheteria do VIVO RIO – Rua Infante Dom Henrique, 85.
Horário de Atendimento: segunda a sábado: 12h às 21h e domingo e feriados: 12h às 20h.
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