Warner lança no Brasil caixas triplas com álbuns de Van Halen e Yes

Estadão

08 de maio de 2013 | 17h00

Marcelo Moreira

Uma grande ideia, mas que ainda precisa ser aprimorada. A Warner Music trouxe para o Brasil a sua série “Triple Album Collection”, pequenas caixas com três álbuns em CD representativos de alguns artistas de seu catálogo. Com arte especial e embalagem interessante, a gravadora prometia preços especiais para estimular a compra.

A boa ideia deu certo em parte. Nos grandes varejistas virtuais, é possível encontrar as caixas com preços que variam de R$ 46 a R$ 55. Nas lojas de rua e shoppings, vai de R$ 53 a 69. A média na internet é R$ 49,90,  o que é bem razoável, na comparação com os preços de lançamentos de artistas da atualidade – um CD custa não menos do que R$ 25 e a média é de R$ 30 por lançamento. Pena que a ideia esteja sendo um pouco desvirtuada por alguns lojistas e mesmo grandes redes comerciais.

As duas pérolas do pacote nacional, por enquanto, são Yes e Van Halen. Há também Bee Gees e a gravadora pode trazer em breve ainda Manowar, Dream Theater e A-Ha.

A banda inglesa de rock progressivo não teve os seus melhores álbuns editados, mas os três álbuns escolhidos foram interessantes. “Yes”, de 1969, é a estreia da banda, ainda ecoando a psicodelia inglesa e maciça influência de Beatles e Byrds – a versão de “Every Little Thing”, da banda de Liverpool, ficou boa.

“The Yes Album” é o terceiro, de 1971, e marca a transição de banda psicodélica de singles para o gigante do rock progressivo. É o primeiro com a presença do ótimo guitarrista Steve Howe, em substituição a Peter Banks, e o último da primeira fase a contar com o correto mas pouco criativo tecladista Tony Kaye.

“90125” é o maior sucesso da carreira da banda, lançado após a volta do grupo em 1983, dois anos após a separação. Reformulada e mais pop, trazia de volta Kaye nos teclados e o guitarrista sul-africano prodígio Trevor Rabin, hoje renomado compositor de trilhas sonoras para o cinema norte-americano. O álbum vem carregado de hits: “Owner of a Lonely Heart”, “Leave It”, “Cinema”, “Hold On”…

A caixa do Van Halen é mais eclética. “Van Halen” (1978) é a estreia fantástica da banda, mostrando que o rock tinha tudo para combater a praga da disco music o ataque furioso do movimento punk. Sucesso estrondoso, o grande hit era “You Really Got Me”, versão de um clássico dos ingleses The Kinks.

“1984”, lançado naquele ano, marcava uma mudança total no direcionamento musical do grupo. Continuava pesado, mas o uso maciço de sintetizadores, que então encantaram o guitarrista Eddie Van Halen, mostrava que a banda pretendia se tornar mais comercial, menos festeira e um pouco mais pop. Outro sucesso monumental, com os hits “Jump”, “Panama” e Hot for Teacher”. Foi o último álbum com o cantor David Lee Roth antes da volta oficial, em 2007.

“5150” foi o álbum seguinte, lançado em 1986 com um novo vocalista, Sammy Hagar. O direcionamento musical foi mantido, com mais rocks de arena, temas menos subversivos e uso constante de teclados. Fez tanto sucesso quando o anterior e trouxe grandes músicas como a faixa-título, “Why Can’t This Be Love” e “Dreams”.

Agora é esperar os lançamentos de Manowar, Dream Theater e ZZ Top. Infelizmente, os três álbuns do Manowar não são os mais representativos: “Fighting the World” (1987), “Kings of Metal” (1988) e “The Triumph of Steel” (1992). Cadê “Battle Hymns” e “Hail to England”?

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