Walter Trout: urgência de um som que obriga os ouvidos a senti-lo

Estadão

27 de dezembro de 2012 | 07h10

Julio Maria

A guitarra de Walter Trout tem uma fúria de dar medo. Seu blues branco de ascendência texana – vigoroso e pesado – é daqueles eventos urgentes capazes de fazer o ouvinte parar o que quer que esteja fazendo para ouvi-lo. Walter não tem seu nome mais pronunciado por uma injustiça que começa a ser reparada.
 
Ex-guitarrista da banda Canned Heat, foi eleito pela emissora BBC Radio One como o sexto melhor guitarrista de todos os tempos. E o programador da mesma emissora britânica, Bob Harris, perdeu as estribeiras ao chamá-lo de “o melhor guitarrista do mundo” no livro The Whispering Years.
 
 
O primeiro álbum de Trout lançado no Brasil pode assustar quem pensar ser ele um novato. Seus solos são daqueles produzidos por mãos com muita história e que grudam no braço da guitarra como que por efeito físico.
 
Adepto dos timbres cristalinos da Fender Stratocaster, tem sobretudo agudos cortantes sustentados como gritos de angústia nos finais das frases. Todas as 15 músicas são suas, cantadas e tocadas por um furacão.

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