Versão nacional de documentário do Anvil é lançada pela Die Hard

Estadão

15 de dezembro de 2011 | 17h00

Marcelo Moreira

O sonho de dois aspirantes a empresários e fanáticos por música era pode viver sem ter de bater ponto em um emprego e ganhar dinheiro com o hobby. Foi difícil, mas conseguiram alugar um ponto bem localizado na Galeria do Rock e aos poucos o negócio se tornou referência de qualidade de produtos, excelência de serviços e ética nos negócios.

A loja de CDs cresceu e virou selo musical e até gravadora. A Die Hard é hoje um dos pilares da combalida galeria comercial que um dia foi o centro da música de São Paulo. A insistência tem valido a pena, principalmente para os fãs do rock.

E a Die Hard Records acaba de marcar um golaço. Os sósicos André Mesquita e Fausto Mucin conseguiram licenciar para o mercado o DVD “Anvil! The Story of Anvil”, em versão brasileira e com legendas em português. É a grande tacada da empresa para este final de ano.

O documentário, de Sacha Gervasi, que mostra de forma corajosa e inteligente como o show business pode ser cruel e injusto. O Anvil é uma banda canadense de heavy metal surgida no começo dos anos 80 e que até teve chance de estourar, mas ficou no quase.

A fita é a luta fracassada de Steve “‘Lips” Kudlow (vocal e guitarra) e Robb Reiner (baterista) para atingir o estrelato. Enquanto tentam se segurar em uma série de subempregos com salários de miséria, acalentam o sonho de um adia tocar para milhares de fãs como os conterrâneos Rush e Triumph e os ídolos Iron Maiden, Anthrax e Metallica.

De forma sincera e honesta e muito corajosa, Kudlow Reiner se expõem de forma cmovente na tela e não se intimidam diante dos fracassos e das portas fechadas em 28 anos de busca incessante pelo sucesso. A ironia de tudo isso é que finalmente a fama chegou, ainda que de forma mais modesta, com o lançamento do documentário na Europa.

Capa da edição norte-americana do DVD “Anvil! The Story of the Anvil”

Não se sabe se por dó ou por admiração, o fato é que o esquecido e desprezado Anvil foi redescoberto. Recebeu convites para abrir a turnê americana do AC/DC de 2009 e para se apresentar em pelo menos três grandes festivais europeus.

Além do DVD histórico do Anvil, a Die Hard colocou no mercado trabalhos obscuros e interessantes de boas bandas de heavy metal tradicional. “My Blood” é um dos trabahos que marcaram o retorno neste século da banda dinamarquesa Artillery, que fez sucesso na Europa nos anos 80. “Sounds of Violence” é uma pancada do grupo inglês Onslaught, que também retornou à ativa recentemente.

Para quem gosta de death metal, a opção é “The Roots of All Evil”, do Arch Enemy, banda sueca que tem como vocalista uma alemã, Angela Gossow. Pesado e violento, é um grande apanhado da carreira desta boa banda do gênero neste século XXI.

Entre as bandas brasileiras apoiadas pela gravadora, o destaque é “No Place to Hide”, terceiro álbum da banda, com as estreias do vocalista Thiago Scataglia e do baterista Agenor Vallone. O grupo Estilo personalizado e moderno, mantendo influências dos anos 70 e prog de forma direta, com influências de Michael Kiske (Helloween) e Geoff Tate (Queensryche) dos novos vocais. Foi gravado, mixado e masterizado por Ricardo Confessori.

Mais informações: www.diehard.com.br

 

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