Uma tardia homenagem aos 20 anos da morte de Eric Carr, do Kiss

Estadão

25 de novembro de 2011 | 22h00

Marcelo Moreira

No meio das lembranças dos 20 anos da morte do cantor Freedie Mercury, do Queen, um grande personagem do rock acabou relegado a um plano inferior. O baterista Eric Carr, do Kiss, morreu no mesmo dia em que Mercury, em 1991. Substituto do carismático Peter Criss, embarcou no grupo norte-americano em 1980 e fez um trabalho admirável, mesmo em uma época em que o Kiss já não parecia tão grandioso e não tão inspirado – os anso 80 foram difíceis para o grupo, como Paul Stanley relata em pelo menos dois livros sobre o quarteto.

Como nos foi alertado por um de nossos mais fiéis leitores, fica aqui registrada lembrança dos 20 anos da morte de Eric Carr, em 24 de novembro de 1991, de câncer na garganta. O Kissonline.com, site considerado oficial do quarteto, publicou a seguinte mensagem – a versão em português é do ótimo Blog Van do Halen:

Há 20 anos, nosso amigo Eric Carr faleceu, após perder sua batalha contra o câncer. Nos onze anos em que esteve no KISS, ele fez mais de 800 shows para milhões de fãs ao redor do mundo. Trouxe alegria e tocou as vidas de muitas pessoas. Aqui estão alguns pensamentos e lembranças que gostaríamos de compartilhar.

Paul Stanley: Em uma época de dúvidas e tumultos na banda, Eric trouxe calma e otimismo, recuperando o foco de nossas prioridades. Com isso, pudemos seguir em frente. Não posso explicar em palavras sua contribuição para nosso renascimento. Sua dedicação à música só era comparada à dedicação aos fãs. Era uma bela alma que jamais diria uma palavra ruim sobre qualquer um. Penso nele o tempo inteiro.

Eric Singer: Eric Carr foi um amável membro do KISS por onze anos. Seu estilo de tocar era poderoso. Seu amor e devoção pelos fãs permanece no coração de muitos até hoje.

Tommy Thayer: Eric Carr era um amigo e pessoa especial. Sempre era amigável e tinha algo gentil a dizer. Lembro de quando a banda estava mixando Hot In The Shade, em 1989, no Cherokke Studios, em Los Angeles. Todos estavam dando seus palpites sobre guitarra e baixo. Lembro de ter perguntando ao engenheiro onde estava a bateria. No fim da noite, ele me chamou em um canto e agradeceu por ter mencionado.

Gene Simmons: Nunca conheci ninguém mais humilde em minha vida. Eric Carr era uma alma gentil que nunca disse nada de ruim sobre ninguém. Também era uma ameaça dupla na bateria e vocais. Sinto sua falta.

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