Uma singela homenagem a Celso Blues Boy

Estadão

07 de agosto de 2012 | 09h30

Mais direto impossível. Essa é a melhor homenagem que o guitarrista Celso Blues Boy poderia receber da imprensa musical, em texto sucinto e emotivo do meu amigo Luiz Antonio Mello, o eterno cérebro rádio Fluminense AM. (Marcelo Moreira)

Luiz Antonio Mello

 
São 14h55m do dia 6 de agosto e acabei de saber pela mídia on line que morreu o amigo Celso Blues Boy. Tinha 56 anos e sofria de câncer na garganta.
 
Eu não sabia que ele estava doente. Não o via há tempos. Não convivíamos desde que ele se mudou para o sul, com suas guitarras, amigos, canções e a magia do blues. Tive o privilégio de produzir o primeiro álbum do Celso, “Som na Guitarra” que, entre outros sucessos, trazia “Aumenta que isso aí é Rock and Roll”, “Brilho da Noite”, enfim, um robusto disco de rock e blues. 
 
Ainda com o nome artístico de Celso Carvalho, ele foi um dos primeiros a levar fitas K7 para a Rádio Fluminense FM, logo no início de 1982. Virou frequentador assíduo da rádio. Gravando “Som na Guitarra” convivemos várias semanas nos estúdios da Polygram, ele, eu, o seu empresário na época (1984) Lourival, enfim, foi um trabalho duro mas que valeu a pena. A capa (ilustração do blog hoje) traz um fotaço clicado por Maurício Valladares e design de Ricardo Leite.
 
Conheci bem o Celso, um sujeito de um talento extraordinário (impressionante, mas todos os solos daquele disco foram improvisados, feitos na hora), gente  muito boa, enfim, um ser humano e músico raros.
 
Esse primeiro álbum nasceu de um acordo da Polygram e com a minha (e de Zeca Mocarzel) produtora Provence que durou até 1989. Celso foi nosso primeiro artista e, tenho certeza, Roberto Menescal também deve estar muito triste porque na época era diretor artístico da Polygram.
 
Não tenho mais nada a dizer. Muito triste. Um abraço, Blues Boy. Descanse em paz.
 
 

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