Uma reverência a Buddy Holy

Estadão

06 de julho de 2011 | 23h00

Emanuel Bomfim

Aparência desleixada não era protótipo ideal do roqueiro nos anos 50. Buddy Holly que o diga: roupa engomadinha, jeitão de nerd, quase como se tocasse na banda de Dave Brubeck. O explosivo gênero e todo seu legado de transgressão mal existiam, é verdade. Mais do que pose, havia competição pela admiração de uma juventude sedenta pelo frescor do rockabilly.

Em cena, figuravam os pioneiros Bill Haley, Chuck Berry e o todo poderoso Elvis Presley. Nenhum deles, porém, teve ascensão tão rápida quanto Buddy Holly.

Em três anos e apenas três discos, ele causou estrago suficiente para o resto da história da música pop. Mal deu tempo para estagnar. Morreu num acidente aéreo aos 22 anos, em 1959, o mesmo que levou Ritchie Valens e Big Bopper. No dia 7 de setembro de 2011, o lendário texano faria 75 anos, o que motivou o selo Fantasy a produzir o recém-lançado disco tributo Rave On Buddy Holly.

São 19 regravações que dão conta de reafirmar a importância do legado de Holly. Só de ouvir Paul McCartney descer o sarrafo na vibrante It’s so Easy já vale o álbum. Mas não para por aí.

O duo Black Keys dá um show à parte com a ensolarada Dearest, enquanto o Florence & the Machine se apropria dos sopros para compor a sensual Not Fade Away. Para completar, tem Julian Casablancas, Modest Mouse, Patti Smith, Lou Reed, Cee Lo Green… Precisa de mais?

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