Uma curiosa entrevista de Tarja Turunen, ex-cantora do Nightwish

Estadão

24 de fevereiro de 2011 | 08h29

Marcelo Moreira

Ela tem uma beleza exótica – mas nada parecida com a islandesa Bjork. Cantora de formação lírica e erudita, caiu como uma luva no heavy metal, mas no final acabou ficando com a fama do trio canadense Rush: seu trabalho e seu jeito de cantar ou são amados ou odiados.

Tarja Turunen é finlandesa, tem 33 anos e foi por nove anos a grande estrela da banda Nightwish, que mistura heavy metal melódico com passagens eruditas e tinha no vocal da moça o seu grande diferencial. Demitida publicamente em 2005, após um show de encerramento de turnê do grupo, iniciou uma sólida carreira solo, com três CDs atualmente, mas fugindo um pouco do metal, passando pelo hard rock de forte acento pop e pela música fol nórdica.

A cantora faz uma miniturnê brasileira em março e concedeu uma curiosa entrevista à revista Playboy brasileira, feita pelo competente repórter Jardel Sebba, que já havia feito uma interessante conversa com Rob Halford, vocalista do Judas Priest.

Acostumada a responder as mesmas perguntas clichês do rock na maioria das entrevistas coletivas, a bem humorada Tarja entrou no espírito editorial da revista e respondeu sem crises às perguntas fora do comum – pelo menos em relação ao normal em revistas e sites de rock. Vale como curiosidade e reproduzo aqui a rápida entrevista, que está disponível no endereço http://playboy.abril.com.br/entretenimento/entrevista/a-cantora-que-veio-do-frio/.

 

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Você ainda sente algum preconceito por ser uma mulher no meio do rock pesado?
Nunca senti nenhuma dificuldade por ser mulher no heavy metal, sinceramente sempre me senti muito respeitada pelos homens nesse meio. Nunca tive um momento difícil simplesmente por ser mulher. O que acontece é que, por estar rodeada somente de homens, é impossível desaparecer sem que todo mundo note, porque sou uma mulher num universo masculino. 

Você se sente uma mulher sexy?
Se você tivesse me perguntado isso há dez anos, eu diria não, mas com a idade algumas coisas ficam mais fáceis de aceitar e entender. Por exemplo, eu nunca usava roupas apertadas quando era mais nova, mas hoje gosto mais do meu corpo do que antes. Sei que pode parecer engraçado isso. Acho que todas as mulheres são sexies, é só a maneira de perceber o que verdadeiramente é ser sexy. Eu sou muito dura comigo mesmo e tenho que me esforçar para me manter bem, mas adoro quando vejo os resultados da minha dura malhação.

 E isso muda a maneira como você se comporta no palco?
Sim, me deixa mais confiante. Gosto de ser uma performer, gosto de estar no centro das atenções enquanto canto, mas isso acaba no palco. Não quero carregar isso para fora do palco. Sou uma mulher bastante tímida, para ser sincera.

 Você já esteve no Brasil com o Nightwish e em carreira solo. O que lembra das temporadas aqui?
Já estive muito no Brasil, uma vez viajei para São Paulo para ver a Fórmula 1 e fui várias vezes de férias. Gosto da comida, da natureza, do mar e do sol. Meus shows sempre foram incríveis aí, as pessoas mostram tanta paixão pela música. Lembranças inesquecíveis! 

Seu marido é argentino. Vocês veem futebol juntos?
SIm, estou vivendo em Buenos Aires agora. E sim, eu gosto de futebol. Virei uma torcedora fiel de um time argentino chamado San Lorenzo. Há algum tempo fui ver o Palmeiras jogar em São Paulo. Muito bom saber que o nível do futebol foi quase tão bom quanto o argentino (risos). 

Qual é a coisa mais peculiar em ser finlandesa, aquilo que você sempre lembra quando está em outros lugares do mundo?
A Finlândia é um país muito pequeno e seguro, e eu sinto muita falta de lá sempre que estou em outros lugares. 

Tarja se apresenta dia 12/03 no HSBC Brasil: Rua Bragança Paulista, 1281, Chácara Santo Antônio), em São Paulo. Ingressos entre R$ 100 e R$ 260 à venda em www.hsbcbrasil.com.br e www.ingressorapido.com.br.

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