Um clássico de Dio completa 30 anos

Estadão

12 de julho de 2013 | 16h59

do site Ultimate Classic Rock – tradução de Ivan Jones publicada originalmente no site Whiplash

 

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Tão logo sua saída do Black Sabbath tornou-se oficial, Ronnie estava finalmente livre para moldar sua própria carreira, confiante no conhecimento de que, depois de anos ficando em segundo plano perto de lendas da guitarra como Ritchie Blackmore e Tony Iommi, o seu próprio nome já era muito respeitado e estava na hora de se erguer por conta própria, levando adiante o seu novo empreendimento: chamado simplesmente, Dio.

E assim, com tudo o que já havia aprendido ao longo dos anos sobre as políticas complexas de uma banda e observando músicos talentosos ao redor do mundo, RJD começou a montar sua própria banda. Recrutou Jimmy Bain, experiente baixista escocês e seu ex-companheiro de Rainbow; um até então desconhecido guitarrista irlandês prodígio chamado Vivian Campbell (Sweet Savage); e trouxe do Black Sabbath seu compatriota americano, o baterista Vinnie Appice. Juntos criaram as canções célebres que compõem a estréia do Dio: ‘Holy Diver’.

O álbum foi gravado na Califórnia e lançado em 25 de maio de 1983 com as seguintes faixas:

1. “Stand Up and Shout” (Dio, Bain)
2. “Holy Diver” (Dio)
3. “Gypsy” (Dio, Campbell)
4. “Caught in the Middle” (Dio, Appice, Campbell)
5. “Don’t Talk to Strangers” (Dio)
6. “Straight Through the Heart” (Dio, Bain)
7. “Invisible” (Dio, Appice, Campbell)
8. “Rainbow in the Dark” (Dio, Appice, Bain, Campbell)
9. “Shame on the Night” (Dio, Appice, Bain, Campbell)

Todas as canções são de qualidade acima da média. ‘Rainbow In The Dark’ tornou-se um hino e, juntamente com a faixa-título ‘Holy Diver’, ganhou um vídeo clipe.

Além das duas músicas citadas, ‘Stand Up And Shout’ e ‘Don’t Talk To Strangers’ eram praticamente obrigatórias em seus shows.

O logo para o nome “Dio” criado nesse álbum acompanharia a banda até o seu final. A capa de ‘Holy Diver’ causou alguma controvérsia por mostrar uma espécie de demônio afogando um padre. Dio respondeu rapidamente, argumentando que as aparências são enganosas e pediu as pessoas para não “julgarem um livro pela capa”. Essa figura demoniaca virou mascote da banda e ficou conhecido como “Murray”.

O álbum foi calorosamente abraçado pela imprensa especializada de metal e pelos milhares de fãs ao redor do mundo. Atingiu o 13º lugar nas paradas britânicas, posição excelente para um álbum de metal, mas na América, ‘Holy Diver’ não passou da 56ª posição da Billboard e levou um bom tempo para ganharem um disco de ouro, o que ocorreu somente 18 meses depois, em 12 de setembro de 1984.

Cinco anos depois de seu lançamento, em 21 de março de 1989, ‘Holy Diver’ finalmente receberia um certificado de Platina nos Estados Unidos, numa época em que a banda estava em franco declínio. Porém o legado de Ronnie James Dio já era incontestável, figurando como um dos maiores vocalistas de Heavy Metal.

E, 30 anos mais tarde, ‘Holy Diver’ ainda resiste ao teste do tempo como, possivelmente, o melhor momento de Ronnie e sendo certamente um dos maiores álbuns de Heavy Metal de todos os tempos.

 

Dio, Vinnie Appice, Jimmy Bain e Vivian Campbell
Dio, Vinnie Appice, Jimmy Bain e Vivian Campbell

 

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