Tony Hall, um dos mestres do funk da atualidade

Estadão

10 de agosto de 2012 | 02h00

Jotabê Medeiros

O contrabaixo funky de Tony Hall turbina um dos combos mais festejados da cena atual do gênero, o Dumpstaphunk. Também pode ser ouvido em shows e discos de Emmylou Harris, Dave Matthews, Harry Connick Jr. e Trey Anastasio (do Phish).

Mas se há um lugar onde Tony Hall pode ser habitualmente ouvido, sem atropelos e sem filas, é em São Paulo. Não passa um ano sem que o contrabaixista – que já tocou com Bob Dylan, The Meters, Stevie Wonder, Santana e outros – dê uma passada pela cidade para tocar com seu grupo de estrada, The Heroes. Já tocou no Parque da Aclimação, em Moema e no Ibirapuera.

“É um dos meus lugares favoritos no mundo. Tenho encontrado músicos maravilhosos no Brasil, especialmente baixistas. Sempre temos convidados no nosso show”, diz Tony, que também toca guitarra e canta. Ele conversou com o Estado por telefone, um dia após desembarcar de uma turnê mundial com o Dumpstaphunk. “Tocamos há alguns dias no Fuji Festival, no Japão. Cheguei ontem e hoje mesmo já estamos indo para o estúdio, gravar o novo álbum do Dumpstaphunk. E amanhã já embarco para o Brasil”, contou.

Tony Hall tocou com Ivan Neville durante sete anos, nos quais gravou 6 discos. Ele não hesita em corrigir a biografia dele que divulgam por aí. “Não toquei com Wynton Marsalis, na verdade ele é que tocou comigo. E George Clinton & Funkadelic é o seguinte: teve uma vez, em Washington, estávamos lá com nossa banda e ele pediu para subir ao palco com a gente e tomou conta do microfone”, brincou. E quem diria não para George Clinton?

Tony admite influências de Sly Stone e Hendrix, e diz que quando toca guitarra seu estilo é pouco menos celebratório, “mas ainda assim agressivo”.

Tony Hall & The Heroes é um dos combustíveis da festa de 10 anos do Bourbon Fest, que toma a cidade a partir de hoje e segue até o dia 19. Além de Henry Butler e Tony Hall, estão na programação a cajun music de Dwayne Dopsie; o duo vocal Mahogany Blue; a inovadora brass band Bonerama (com três trombones em cena); o nouveau swing do saxofonista Donald Harrison; e o retorno dos músicos de rua do grupo Playing for Chance.

Esse último é encabeçado pelo também deficiente visual Grandpa Elliott, uma força da natureza. Seu nome de batismo é Elliot Small, e ele nasceu em 1945. Chegou a tocar com Fats Domino.

Grandpa viveu anos nas ruas de New Orleans, cantando sempre na mesma esquina, até que foi descoberto pelo projeto Playing for Change: Peace Through Music. Um vídeo gravado por ele e pelos colegas, cantando Stand by Me, de Ben E. King, virou hit no mundo todo. Ele veio para o Brasil duas vezes desde então, uma delas para o festival SWU, em Paulínia, no ano passado.

BOURBON STREET FEST
Bourbon Street.
R. dos Chanés, 127, 5095-6100. Hoje e de 16 a 18, 21h30; 3ª e 4ª, 21 h – R$ 55/ R$ 125; dia 19, 11h – R$ 295; 16 h – grátis. Parque do Ibirapuera. Amanhã, 11 h. Grátis.

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