SWU: sucesso de público nos três dias

Estadão

16 de novembro de 2011 | 04h00

Felipe Branco Cruz

Riffs sombrios, distorções, camisas xadrez, roupas pretas, tatuagens, chuva, lama e muito, muito barulho. Talvez este seja o retrato mais fiel do que foi o terceiro e último dia do festival de música SWU, realizado em Paulínia, no interior de São Paulo.

O último dia também foi marcado pelo respeito ao horário das apresentações nos dois palcos principais, o Consciência e o Energia. Boa parte das apresentações começou nos horários e quando atrasava, não passava de dez minutos. Já no palco New Stage, os shows estavam atrasados em, pelo menos, uma hora.

Ontem, o organizador do evento, Eduardo Fisher, destacou que durante os três dias de festival, apesar de alguns pontos que devem ser melhorados, o resultado foi satisfatório.

O último dia reuniu 70 mil pessoas, lotação máxima. Durante os três dias de evento, 180 mil pessoas passaram pelo local. “Não dá para evitar lama. Não podemos controlar o tempo. Mas o volume de lama é muito menor do que em outros festivais”, disse Fisher. A chuva, que caiu de forma intermitente durante o segundo e o terceiro dia de festival, transformou o espaço num grande lamaçal.

No camping e no estacionamento, o problema com a lama foi pior mas, segundo os organizadores, eles removeram as pessoas que estavam acampadas em lugares ruins para outros melhores e irão ajudar a retirar alguns carros que ficaram atolados no estacionamento.

Novembro nunca mais

Eduardo Fisher confirmou também que o festival do ano que vem será realizado novamente em Paulínia, mas não será em novembro. “Queremos fazer entre setembro e outubro, para evitar as chuvas”, informou.

Os destaques de ontem foram as apresentações das bandas Black Rebel Motorcycle Club, 311 e Sonic Youth. Isso, é claro, sem contar com as grandes atrações da noite: Megadeth, Stone Temple Pilots, Alice In Chains e Faith No More.

O clima meio dark e sombrio foi proporcionado pelas bandas Black Rebel Motorcycle Club e Down. A primeira se destacou pelos seus riffs elaborados enquanto a segunda transformou o local num verdadeiro templo do heavy metal, preparando terreno para a mais aguardada atração do metal da noite, o Megadeth. A banda americana, formada em Los Angeles, na Califórnia, se apresentou durante uma hora.

Separação

A distorção e barulheira ficaram por conta da banda Sonic Youth, formada em 1981. Esta, inclusive, pode ser a última turnê do grupo. O casal Thurston Moore (voz e guitarra) e Kim Gordon (voz e baixo) anunciaram o divórcio. Mesmo assim, os dois se mostraram entrosados, para delírio dos fãs.

De acordo com a organização, foram registrados 78 boletins de ocorrências no primeiro dia, no sábado; 50 no segundo dia e 12 ontem. Houve 600 atendimentos médicos de emergência no primeiro dia, 192 no segundo e 120 no terceiro.

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