Spectrum Road: time de gigantes em um disco que desafia prateleiras

Estadão

27 de junho de 2012 | 12h00

João Marcos Coelho

Tony Williams começou a tocar bateria aos 8 anos; aos 12 e aos 13, em 1957/58, participou de jam sessions com os grupos dos lendários bateristas Art Blakey e Max Roach, então de passagem por sua cidade natal, Chicago; ao 17, integrou-se no segundo quinteto acústico do trompetista Miles Davis, nos anos 60, formando uma “cozinha” célebre com Herbie Hancock e Ron Carter.

Com Davis, gravou obras-primas bem-comportadas, como Seven Steps to Heaven, e transgressoras, como In a Silent Way. Nos anos 70, formou o grupo Lifetime, com John McLaughlin. A independência rítmica das mãos lhe permitia bater simultaneamente compassos binários e ternários. Ou seja, inaugurou a polirritimia.

Spectrum Road é um tributo explosivo ao baterista morto em 1997, que reúne um ex-integrante do Cream e do Lifetime, o baixista Jack Bruce (foto), a três parceiros pesos pesados: John Medesky, do power trio Medeski, Martin & Wood, pilotando o Hammond; Vernon Reid, ex-guitarrista do Living Colour; e Cindy Blackman Santana, ex-Lenny Kravitz e Carlos Santana, na bateria. Dez faixas de nitroglicerina pura, de Vuelta Abajo a Wild Life. Não é jazz, não é pop, não é fusion. Mas é da melhor qualidade.

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