Smashing Pumpkins: correndo atrás da modernidade, mas sem ansiedade

Estadão

19 de agosto de 2012 | 22h00

Marcelo Moreira

Billy Corgan sempre achou que a sua banda, Smashing Pumpkins, era a redenção do rock. Sempre achou que suas músicas deveriam ser veneradas. Talentoso e egocêntrico, compôs algumas das músicas mais emblemáticas da década de 90, unindo a simplicidade do pop e a urgência do rock com arranjos complexos, intrincados, mas de extrema qualidade e bom gosto. A ansiedade e a cobrança excessiva a si mesmo implodiram o grupo em 2000. Mais calmo e centrado.

Corgan iniciou carreira solo sem muito brilho e apelou para a volta dos Smashing Pumpkins em 2007. Hoje só resta ele na formação original, mas é mais do que suficiente para resgatar um pouco do brilho da banda.

 “Oceania” é um trabalho mais pesado e menos ambicioso que do que “Mellon Collie and the Infinite Sadness”, de 1995, mas as marcas registradas estão lá: arranjos bem elaborados, mescla inteligente de rock moderno e pop, com guitarras criativas. “The Celestials”, “Oceania” e “Pinwheels” remetem ao passado glorioso, enquanto a pesada “Quasar” indica o futuro da banda a partir de agora./

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