Sem inspiração, Alice Cooper tenta resgatar o passado

Estadão

02 de novembro de 2011 | 17h15

 Marcelo Moreira

Qualquer trabalho de Alice Cooper  é um acontecimento. Inteligência e competência dão o tom sempre. Depois de modernizar o som para deixá-lo mais pesado, mas sempre inspirado no rock clássico dos anos 70, Cooper decidiu pelo arriscado caminho de resgatar o passado – só que desta vez com mais ousadia, admitindo a inclusão de elementos eletrônicos em algumas músicas.

O primeiro álbum de sua carreira solo, Welcome to the Nightmare, de 1975, depois de dissolver a Alice Cooper Band, é revisitado agora e é atualizado, continuando a história do personagem Steven, atormentado por seus pesadelos angustiantes e tenebrosos. O resultado satisfatório, mas longe da qualidade do original.

Um destaque positivo é a produção caprichada de Bob Ezrin (Kiss, Pink Floyd), o mesmo do trabalho de 36 anos atrás. De negativo, a participação especial, mas polêmica, da cantora pop Ke$ha na música What Baby Wants.

 

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