Scelerata grava na Alemanha no estúdio do Blind Guardian

Estadão

13 de maio de 2011 | 18h13

Marcelo Moreira

Gravar no exterior pode não ser uma tarefa muito corriqueira para bandas de rock do Brasil, mas isso está ficando cada vez mais frequente. A santista Shadowside gravou no começo deste ano na Suécia o seu novo trabalho, que sai ainda este ano e agora é vez da banda gaúcha Scelerata.

O quinteto está trabalhando nada mais nada menos do que Charlie Bauerfeind (Helloween, Blind Guardian, Rage, Saxon, Halford, Hammerfall, Motörhead), um dos produtores de heavy metal mais requisitados da Europa, no   Twilight Hall Studios, na Alemanha, estúdio da banda Blind Guardian O novo álbum deve sair ainda em 2011.

O baterista Francis Cassol conta rapidamente alguns momentos das gravações:  

“Estamos no Twilight Hall Studios, Alemanha, há alguns dias, trabalhando no ritmo do Charlie Bauerfeind, produtor do disco. A forma de trabalho dele é de esgotar todas as forças do batera tocando por volta de 4 horas diárias, ou seja, extrair o máximo de força e precisão até alcançarmos o resultado desejado, ao contrário de como sempre gravei até então, fazendo 3 ou 4 músicas por dia em sessões longas de gravação. Não é a toa que o som de batera dos trabalhos dele sempre soa espetacular, e se pode realmente sentir o batera se doando para a canção.

Por falar em som de batera, eu nunca havia tirado um som como esse. Está surpreendendo a todos positivamente, até mesmo ao Charlie! Estamos gravando com a batera do Dani Löeble (baterista do Helloween), uma Yahama Birch Custom Absolute novinha, que nunca havia entrado em uma sala de gravação. Os microfones são Earthworks, marca americana que caras como Neil Peart, por exemplo, usam. Os pratos, todos Paiste, pertencem ao estúdio, a exceção de uns 3 ou 4, que também pertencem ao Dani.

O baterista Francis Cassol no estúdio na Alemanha

O Twilight Hall Studios obviamente gira em torno do Blind Guardian. Banners, painéis de fotos, posters, camisetas, canecas, etc. Tudo do Blind. Aqui funciona não apenas o estúdio, mas também o escritório contábil da banda, estoque de merchandising e depósito de equipamento. É bastante grande, muito organizado e profissional, absolutamente coerente com o porte do Blind Guardian. Originalmente era um galpãozão, que foi sendo subdividido de acordo com as necessidades da banda.

Estamos realmente felizes com o resultado que obtivemos até agora! O Charlie é um sujeito fora de série, muito camarada e muito bem humorado, mas absolutamente comprometido com o trabalho, o que faz a gente entender porque ele é requisitado pelas maiores bandas de metal da Europa!”

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