Rush é homenageado na Calçada da Fama da Guitar Center

Estadão

03 de dezembro de 2012 | 17h00

LUCIANO BORBOREMA – Território Eldorado

A banda canadense Rush se junta aos nomes do rock como AC/DC, Aerosmith, Marvin Gaye, James Brown, Eric Clapton, Jimmy Page, Johnny Cash, e tantos outros, e passa a fazer parte da RockWalk. O espaço em Los Angeles é uma espécie de Calçada da Fama da loja Guitar Center, uma das maiores redes de instrumentos musicais dos Estados Unidos.

“Estamos muito satisfeitos por termos sido escolhidos por nossos colegas músicos para o RockWalk da Guitar Center. É uma honra ter nossos nomes adicionados a esta ilustre lista de grandes músicos e altamente talentosa”, disse o vocalista Geddy Lee, de acordo com o site Blabbermouth.net.

Dave Weiderman, presidente do RockWalk também falou sobre essa homenagem. “Não só o Rush é extraordinário como uma banda, mas cada membro é incrivelmente talentoso em sua própria direção”.  O Rush é formado por Geddy Lee (baixo, teclado e vocal), Alex Lifeson (guitarra) e Neil Peart (bateria). O trio soma mais de 40 milhões de discos vendidos no mundo inteiro.


Da esq. para dir. Geddy Lee, Alex Lifeson e Neil Peart. (Richard Shotwell/AP)

História

A banda começou tocando covers de Led Zeppelin e não negou a influência no começo da carreira: o álbum “Rush”, de 1974, tem a mesma pegada da banda americana. O segundo disco, “Fly by Night”, marcou a união do trio conhecido até hoje. O baterista Neil Peart juntou-se ao guitarrista Alex Lifeson, o baixista Geddy Lee, todos conhecidos pela técnica apurada.

Caress of Steel, de 1975, trouxe uma mudança que desagradou a gravadora e seus primeiros fãs. Com canções calcadas na virtuose de seus músicos,  como a longa “The Fountain of Lamenth”,  com 20 minutos,  o CD prenunciava o estilo por qual a banda ficou conhecida : o rock progressivo.

Os discos “2112”, “A Farewell to Kings” e “Hemispheres” foram a grande virada na carreira. Como grandes space operas, os álbuns trazem músicas que até hoje são pontos altos nos shows, como “Temple of Syrinx”, “Closer to the Heart” e “La Villa Strangiato”.  As letras, com influência de literatura e astrologia, eram em grande parte do baterista Neil Peart.

Em 1980, o CD “Permanent Waves” traz os primeiros sucessos comerciais, mais no gosto das rádios, como “The Spirit of Radio” e “Freewill.” Em 1981, a banda grava “Moving Pictures”, o mais conhecido da carreira, trazendo grandes hits como “Tom Saywer” e a instrumental “YYZ”. No mesmo ano é lançado “Exit Stage Left”, o primeiro ao vivo da banda.

Em 1982, o Rush entra de vez nos anos oitenta abusando dos sintetizadores com o álbum “Signals”. Mesmo assim é possível encontrar grandes provas do virtuosismo dos músicos como em “Subdivisions”, presente no setlist da atual turnê. “Grace under Pressure”, “Power Windows” e “Hold your Fire” foram ainda mais experimentais no uso dos instrumentos eletrônicos.

Com “Presto”, lançado em 1989, a banda voltou às origens, apostando nas guitarras e baixos marcantes. “Roll the bones”, “Counterparts” e  “Test for Echo”, de 1996, seguiram a mesma linha.

Por um bom tempo a banda só lançou compilações, o que levantou dúvidas quando à volta do trio ao estúdio. Na época o baterista Neil Peart perdeu sua única filha em um acidente de carro. Com o trauma embarcou em uma viagem de moto solitária pelos EUA e declarou-se aposentado da banda. A experiencia rendeu o livro, “Ghost Rider: Travels on the Healing Road.”

A reunião aconteceu para a gravação de “Vapor Trails”, em 2002, trazendo o Rush de volta aos palcos com uma turnê de sucesso. Desde então já lançaram dois CDs: “Feedback”, com covers de bandas como The Who e Cream, e o elogiado “Snakes and Arrows”, que chegou ao 3º lugar do TOP 200 da Billboard.

Em 2010, foi lançado o documentário “Rush Beyond the Lighted Stage”, contando a história da banda e reunindo depoimentos de vários músicos. O filme ganhou o prêmio da audiência do Festival de Tribeca. O último disco de estúdio dos canadenses é “Clockwork Angels” (2012).

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