Rolling Stones: novo livro refaz a trajetória memorável

Estadão

31 de março de 2012 | 06h45

do Caderno 2+Música – O Estado de S. Paulo

Keith Richards é traído pela própria memória quando diz que foi em 1963. Não, foi em 1962, há exatos 50 anos, quando o guitarrista Brian Jones fez um anúncio em uma revista procurando por músicos ingleses que quisessem formar uma banda de rock. Ian Stewart, tecladista, foi o primeiro a aparecer. E então vieram Keith Richards, Mick Jagger, Bill Wyman, Charlie Watts.

Os Stones são um caso único na história do rock, um desafio à própria natureza humana que raramente permite que seres com tantas diferenças sigam em convivência criativa por tanto tempo.

As brigas foram muitas, os escândalos também. E com um guitarrista que diz já ter cheirado até as cinzas do próprio pai e outro que toma uísque e vodca no café da manhã, eles sobem aos palcos com a intensidade que mostravam quando ainda eram uma banda de blues formada por uns moleques que não tinham noção de onde aquilo iria dar.

Foi justamente assim, ouvindo o blues americano de Chicago e abrindo a torneira da gravadora Chess Records, que Keith e Mick acharam que podiam ser Muddy Waters, Howlin’ Wolf, Little Water, Bo Diddley ou Chuck Berry. Nos primeiros álbuns, essa raiz negra era revelada com fúria e personalidade. Há discos antológicos desta fase, como o primeiro de 1964, lançado curiosamente sem título na Inglaterra e com apenas a foto dos Stones na capa.

Os produtos da Jagger & Company não param. Em setembro será lançado pela gravadora Eagle Vision & ST2 Music um documentário sobre os 50 anos da banda com imagens raras e inéditas.

E para agora, o livro Rolling Stones: 50 Anos de Rock, da editora Escrituras, já está nas lojas. Uma fotobiografia com mais material inédito em 150 imagens. Ao lado, um pouco dos principais feitos do maior acontecimento do rock do Planeta.

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